Bronquiolite Viral Aguda: Agente Etiológico e Tratamento

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2019

Enunciado

Um lactente com 4 meses de idade é examinado no setor de emergência com secreção nasal abundante, tosse, febre, sibilos e dificuldade respiratória. A oximetria de pulso ao ar ambiente mostra saturação de 86%. O paciente é internado para observação. Qual o principal agente etiológico e qual dos tratamentos seguintes tem maior probabilidade de ser benéfico nesse paciente, respectivamente: (BURNS, D. A. R.; CAMPOS JÚNIOR, D.; SILVA, L. R., BORGES, W. G. Tratado de Pediatria – Sociedade Brasileira de Pediatria - 2 vols - 4ª edição. SP: Manole, 2017.).

Alternativas

  1. A) Adenovírus; salbutamol em aerossol.
  2. B) Virus Sincicial Respiratório; corticoide sistêmico.
  3. C) S.pneumoniae: Ampicilina.
  4. D) Vírus Sincicial Respiratório; oxigênio suplementar.
  5. E) Adenovírus; salbutamol em aerossol.

Pérola Clínica

Lactente < 6 meses com sibilância, taquipneia e hipoxemia → Bronquiolite viral (VSR) = Oxigenoterapia.

Resumo-Chave

A bronquiolite viral aguda, frequentemente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em lactentes jovens, manifesta-se com sibilância, tosse e dificuldade respiratória. A hipoxemia (saturação < 90%) é um critério de internação e o tratamento principal é o suporte, com oxigênio suplementar para manter saturação adequada.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma das infecções respiratórias mais comuns em lactentes, especialmente nos primeiros seis meses de vida, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. Caracteriza-se por inflamação e necrose das células epiteliais das pequenas vias aéreas, levando a edema, produção de muco e obstrução, manifestando-se com sibilância, tosse, taquipneia e, em casos mais graves, dificuldade respiratória e hipoxemia. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente, nos sintomas e nos achados do exame físico. A oximetria de pulso é fundamental para avaliar a gravidade, sendo a saturação de oxigênio abaixo de 90% um indicativo de hipoxemia e, geralmente, de necessidade de internação hospitalar. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte. A oxigenoterapia suplementar é a intervenção mais importante para lactentes com hipoxemia, visando manter a saturação de oxigênio em níveis seguros. Outras medidas incluem hidratação adequada, suporte nutricional e aspiração de secreções nasais. Broncodilatadores, corticoides e antibióticos não são recomendados rotineiramente, pois não demonstraram benefício significativo na maioria dos casos e podem levar a efeitos adversos desnecessários.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas típicos da bronquiolite viral em lactentes?

Os sinais e sintomas incluem rinorreia, tosse, febre baixa, taquipneia, sibilância, crepitações, tiragem intercostal e subcostal, e, em casos graves, cianose e hipoxemia.

Qual é o tratamento de primeira linha para um lactente com bronquiolite e hipoxemia?

O tratamento de primeira linha é o suporte, com oxigenoterapia suplementar para manter a saturação de oxigênio acima de 90-92%, hidratação adequada e suporte nutricional.

Por que broncodilatadores e corticoides não são recomendados rotineiramente na bronquiolite?

Estudos mostram que broncodilatadores e corticoides não alteram o curso da doença na maioria dos casos de bronquiolite viral, pois a obstrução é primariamente inflamatória e edematosa, e não por broncoespasmo significativo.

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