IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Lactente de 9 meses é trazido ao PS pela mãe com relato de coriza e dificuldade para mamar por cansaço. Ao exame fisico, percebe-se desconforto respiratório com tiragens intercostais e retração de fúrcula esternal, sendo a saturação periférica de O₂ de 89% e a frequência respiratória, 57 irpm. Ausculta pulmonar evidencia sibilos difusos. O diagnóstico mais provável é:
Lactente < 1 ano + IVAS prévia + desconforto respiratório + sibilos difusos = Bronquiolite Viral Aguda (BVA).
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de sibilância em lactentes, geralmente precedida por sintomas de infecção de vias aéreas superiores. O quadro clínico típico inclui desconforto respiratório (tiragens, taquipneia), sibilos difusos e, em casos mais graves, hipoxemia.
A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças pequenas, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. É a principal causa de hospitalização por doença respiratória em crianças menores de um ano, com o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) sendo o agente etiológico mais frequente. A doença geralmente começa com sintomas de infecção de vias aéreas superiores, progredindo para desconforto respiratório e sibilância. O diagnóstico da BVA é clínico, baseado na idade do paciente (geralmente < 2 anos), na presença de pródromos virais e nos achados do exame físico, como taquipneia, tiragens intercostais, retração de fúrcula, batimento de asas nasais e sibilos difusos à ausculta pulmonar. A hipoxemia é um sinal de gravidade. Exames complementares como radiografia de tórax e pesquisa viral são úteis em casos atípicos ou para vigilância epidemiológica, mas não são essenciais para o diagnóstico de rotina. O tratamento da BVA é primariamente de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. Isso inclui oxigenoterapia para hipoxemia, aspiração de vias aéreas superiores para desobstrução e hidratação oral ou intravenosa. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. A prevenção é fundamental, com destaque para a lavagem das mãos e, em grupos de risco, a imunoprofilaxia com Palivizumabe contra o VSR.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda, responsável por cerca de 50-80% dos casos. Outros vírus incluem rinovírus, metapneumovírus humano, adenovírus e influenza.
A conduta inicial para um lactente com bronquiolite e hipoxemia (saturação < 90-92%) é a oferta de oxigênio suplementar para manter a saturação alvo, hidratação adequada e suporte respiratório, se necessário. Não há evidências para broncodilatadores de rotina.
A bronquiolite tipicamente apresenta sibilância difusa e crepitações finas, com infiltrado intersticial na radiografia de tórax. A pneumonia, por sua vez, pode ter febre mais alta, tosse produtiva e achados focais na ausculta, com consolidação lobar ou broncopneumonia na radiografia.
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