SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um lactente de 6 meses de vida foi levado à emergência com quadro de tosse persistente, taquipneia e sibilos audíveis sem estetoscópio há dois dias. A mãe refere que o lactente apresenta febre baixa e coriza hialina. Nega vômitos ou diarreia. Ao exame físico, lactente se apresenta em bom estado geral, hidratado, taquipneico com tiragem subcostal leve e sibilos expiratórios difusos à ausculta pulmonar. SatO2 = 94% em ar ambiente, FR = 53 rpm, FC = 133 bpm e tax = 37 °C. Assinale a alternativa que indica a conduta mais adequada para esse paciente.
Bronquiolite viral aguda → Tratamento é suporte (hidratação + oxigenação); broncodilatadores e corticoides não são rotina.
O manejo da bronquiolite em lactentes estáveis foca na manutenção da saturação e hidratação, evitando intervenções desnecessárias como antibióticos ou corticoides.
A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é a infecção do trato respiratório inferior mais comum em lactentes, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente. Caracteriza-se por um pródromo de vias aéreas superiores (coriza, febre baixa) seguido de sibilância, taquipneia e graus variáveis de esforço respiratório.\n\nAs diretrizes atuais (AAP, SBP) enfatizam o 'minimal touch'. O tratamento é essencialmente de suporte: lavagem nasal com soro fisiológico, monitorização da oxigenação e garantia de aporte hídrico. Radiografias e exames de sangue não são recomendados rotineiramente, pois raramente alteram a conduta e podem levar ao uso indevido de antibióticos.
O oxigênio suplementar deve ser iniciado quando a saturação de oxigênio (SatO2) estiver persistentemente abaixo de 90% a 92% em ar ambiente, dependendo da diretriz utilizada e das condições clínicas do paciente (como esforço respiratório importante).
Estudos mostram que a fisiopatologia da bronquiolite envolve edema de mucosa e acúmulo de debris celulares, e não broncoespasmo mediado por músculo liso (como na asma). Portanto, broncodilatadores e corticoides não alteram o curso da doença ou o tempo de internação.
Sinais de desconforto respiratório moderado a grave (tiragens, batimento de asa de nariz), incapacidade de manter hidratação oral, apneia, SatO2 < 90-92% ou idade muito jovem (especialmente menores de 3 meses) com comorbidades.
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