UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Lactente, de 5 meses de idade, dá entrada no pronto-socorro com história de 38°C, 1 pico por dia, tosse há seis dias, e desconforto respiratório iniciado no quinto dia da doença, com piora progressiva. Ao exame físico: REG, murmúrio vesicular diminuído globalmente, presença de sibilos expiratórios, estertores bolhosos difusos e tempo expiratório prolongado, presença tiragem subcostal, intercostal, fúrcula e batimento de aletas nasais, pulsos amplos e tempo de enchimento capilar de 2 segundos. Sinais vitais: FR: 78 irpm; FC: 150 bpm, PA: 80 X 50 mmHg, pulsos amplos e tempo de enchimento capilar de 2 segundos. Você solicita uma gasometria arterial, que revela: pH 7,32, PaO₂ 61 mmHg, PaCO₂ 55 mmHg, Bicarbonato 26 mEq/L, base excess 2, SatO₂ 92%. Sódio 136 mEq/L, potássio 4,2 mEq/L, cloro 98 mEq/L.A esse respeito, assinale a opção que indica o diagnóstico do(s) distúrbio(s) ácido-base e sua(s) causa(s).
Lactente com desconforto respiratório grave e PaCO₂ ↑ → Acidose respiratória aguda por insuficiência respiratória.
A gasometria revela acidose respiratória aguda (pH baixo, PaCO₂ elevado) com bicarbonato normal, indicando uma condição aguda sem tempo para compensação metabólica. O quadro clínico de bronquiolite grave com sinais de esforço respiratório e hipoxemia justifica a insuficiência respiratória.
A bronquiolite viral aguda é uma das principais causas de internação em lactentes, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. A gravidade varia, mas casos severos podem evoluir para insuficiência respiratória aguda, especialmente em menores de 6 meses. É crucial o reconhecimento precoce dos sinais de piora para intervenção adequada. A fisiopatologia envolve edema, necrose epitelial e hipersecreção de muco, levando a aprisionamento aéreo, atelectasias e desequilíbrio ventilação-perfusão. O diagnóstico é clínico, mas a gasometria arterial é fundamental para avaliar a gravidade da insuficiência respiratória, identificando hipoxemia e hipercapnia, que levam à acidose respiratória. A acidose respiratória aguda indica falha ventilatória e necessidade de suporte. O tratamento é primariamente de suporte, com oxigenoterapia, hidratação e, em casos de insuficiência respiratória grave, suporte ventilatório (VNI ou invasivo). A monitorização contínua dos sinais vitais e da saturação de oxigênio é essencial. O prognóstico é geralmente bom, mas lactentes com bronquiolite grave podem ter maior risco de sibilância recorrente na infância.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragens subcostais e intercostais, batimento de aletas nasais, cianose, apneia, alteração do nível de consciência e hipoxemia persistente.
A gasometria pode revelar hipoxemia (PaO₂ baixa), hipercapnia (PaCO₂ alta) e acidose respiratória (pH baixo com PaCO₂ alta), indicando insuficiência respiratória.
A conduta inicial envolve suporte ventilatório, que pode variar de oxigenoterapia e VNI a intubação orotraqueal em casos de falha respiratória iminente.
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