Bronquiolite e Palivizumabe: Prevenção de Recorrências Graves

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Menino, 6 meses de vida, foi trazido à Emergência com histórico de tosse e coriza há cinco dias, com febre de 37,8°C. Nos últimos dois dias, a tosse piorou, a criança apresenta respiração rápida e chiado no peito. Há dificuldade para se alimentar e a diurese diminuiu nas últimas 24 horas. Nega quadro semelhante, anteriormente. Ao exame, apresentou FR: 60 ipm e SatO₂: 91%; há retrações subcostais e sibilos à ausculta. Orofaringe e otoscopia sem alterações. Exames laboratoriais: Hemograma: Leucócitos totais: 11.000/mm³ (Neutrófilos: 60%, Linfócitos: 30%, Monócitos: 8%). Raio-X de tórax: Hiperinsuflação pulmonar e espessamento peribrônquico. No caso de recorrências do quadro clínico, a abordagem terapêutica mais apropriada é:

Alternativas

  1. A) Profilaxia com antibióticos.
  2. B) Administração de Ribavirina.
  3. C) Administração de Palivizumabe.
  4. D) Broncodilatador inalatório de uso contínuo.

Pérola Clínica

Palivizumabe → Profilaxia de VSR em prematuros e cardiopatas de alto risco.

Resumo-Chave

A bronquiolite é a principal causa de sibilância no primeiro ano de vida. Em casos de recorrência ou em populações de alto risco, o Palivizumabe atua como imunização passiva para reduzir hospitalizações graves por VSR.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda (BVA) é a infecção das vias aéreas inferiores mais comum em lactentes, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico em até 75% dos casos. O quadro clínico clássico inicia com pródromos catarrais seguidos de taquipneia e sibilância.\n\nA prevenção é a estratégia mais eficaz para reduzir a carga da doença, especialmente em lactentes vulneráveis. O Palivizumabe não é uma vacina, mas uma imunização passiva que deve ser administrada mensalmente durante o período de maior circulação do vírus na região. Em casos de sibilância recorrente após um quadro de BVA, a investigação de asma ou outras patologias pulmonares deve ser considerada.

Perguntas Frequentes

Quais as indicações do Palivizumabe segundo a SBP?

O Palivizumabe é indicado para prematuros nascidos com idade gestacional ≤ 28 semanas (até 1 ano de vida), crianças até 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade ou cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada.

Como o Palivizumabe atua no organismo?

Ele é um anticorpo monoclonal humanizado (IgG1) que se liga à proteína de fusão (proteína F) na superfície do Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Ao bloquear essa proteína, o medicamento impede que o vírus entre nas células do trato respiratório do hospedeiro, prevenindo a infecção grave.

Qual o manejo da bronquiolite viral aguda leve?

O tratamento é essencialmente de suporte: garantir hidratação adequada, realizar limpeza nasal com soro fisiológico e monitorar sinais de desconforto respiratório. Antibióticos, corticoides e broncodilatadores não devem ser usados rotineiramente por falta de evidência de benefício clínico.

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