HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Menino de 5 meses é trazido com história de 3 dias de coriza, tosse, febre baixa e desconforto respiratório progressivo. Hoje está com dificuldade de mamar devido à piora do cansaço. Ao exame, está em bom estado geral, afebril no momento, com frequência respiratória de 66 ipm, com tiragem subdiafragmática, saturando 94% em ar ambiente. À ausculta pulmonar apresenta roncos e sibilos difusos. De acordo com a principal hipótese diagnóstica, a conduta inicial é
Bronquiolite: Lactente <1a com IVAS → desconforto respiratório, sibilância. Conduta: Suporte, hidratação, oxigênio se SpO2 <90-92%.
O quadro clínico é clássico de bronquiolite viral aguda em lactente. A conduta inicial é de suporte, com foco na hidratação e oxigenioterapia se necessário. A dificuldade de mamar indica risco de desidratação, tornando a hidratação parenteral uma medida crucial para manter o equilíbrio hidroeletrolítico.
A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes, especialmente nos primeiros dois anos de vida, com pico de incidência entre 2 e 6 meses. É causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), mas outros vírus como rinovírus e metapneumovírus também podem estar envolvidos. A doença é caracterizada por inflamação e necrose do epitélio dos bronquíolos, levando a edema, hipersecreção de muco e broncoespasmo, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. Clinicamente, a BVA se inicia com sintomas de infecção de vias aéreas superiores (coriza, tosse, febre baixa), progredindo para desconforto respiratório, taquipneia, tiragens, sibilância e crepitações à ausculta pulmonar. A dificuldade de mamar é um sinal de gravidade, indicando aumento do trabalho respiratório e risco de desidratação. O diagnóstico é essencialmente clínico, e exames complementares como radiografia de tórax ou pesquisa viral não são rotineiramente necessários para o manejo inicial. O tratamento da bronquiolite é predominantemente de suporte. As principais medidas incluem hidratação adequada (oral ou parenteral, se houver dificuldade de ingesta), desobstrução das vias aéreas superiores (lavagem nasal com soro fisiológico) e oxigenioterapia para manter a saturação de oxigênio acima de 90-92%. Broncodilatadores, corticoides e antibióticos não são recomendados de rotina, pois não demonstraram benefício significativo na maioria dos casos. A internação é indicada para casos com desconforto respiratório grave, hipoxemia persistente ou dificuldade de hidratação.
Critérios para internação incluem idade <3 meses, prematuridade, doença cardiopulmonar ou imunodeficiência preexistente, desconforto respiratório moderado a grave (taquipneia, tiragem), hipoxemia (SpO2 <90-92% em ar ambiente), apneia, cianose ou dificuldade de hidratação oral.
A oxigenioterapia é a principal intervenção farmacológica na bronquiolite, indicada para lactentes com saturação de oxigênio persistentemente abaixo de 90-92% em ar ambiente. O objetivo é manter a saturação acima desses níveis para prevenir hipoxemia e suas complicações.
Lactentes com bronquiolite frequentemente apresentam dificuldade para mamar devido ao desconforto respiratório e à taquipneia, o que os coloca em risco de desidratação. A hidratação adequada, seja oral ou parenteral, é fundamental para manter o equilíbrio hidroeletrolítico e a fluidez das secreções.
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