SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
É CORRETO afirmar sobre a bronquiolite viral aguda (BVA):
BVA = obstrução inflamatória de pequenas vias aéreas; gravidade variável, maioria leve, mas pode agravar.
A bronquiolite viral aguda é uma doença inflamatória das pequenas vias aéreas, principalmente em lactentes. Embora a maioria dos casos seja leve e autolimitada, a obstrução pode levar a quadros graves, especialmente em prematuros ou crianças com comorbidades, exigindo suporte respiratório.
A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes, caracterizada pela inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. É a principal causa de hospitalização por doença respiratória em crianças menores de um ano, com pico de incidência entre 2 e 6 meses de idade, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente. A fisiopatologia envolve a necrose das células epiteliais brônquicas, edema submucoso, hipersecreção de muco e broncoespasmo, levando à obstrução das vias aéreas distais. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como taquipneia, sibilância, tiragem e crepitações, após um pródromo de infecção de vias aéreas superiores. A BVA tem gravidade variável; a maioria dos casos é leve e autolimitada, mas pode evoluir para quadros graves com insuficiência respiratória, especialmente em lactentes de alto risco. O tratamento é de suporte, focado na oxigenação e hidratação, sem indicação rotineira de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos, a menos que haja suspeita de coinfecção bacteriana.
O principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por cerca de 70-80% dos casos, especialmente em lactentes, com picos sazonais de incidência.
Fatores de risco incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica, imunodeficiência, idade inferior a 3 meses e exposição à fumaça de tabaco, que aumentam a chance de hospitalização e complicações.
A bronquiolite é geralmente o primeiro episódio de sibilância em lactentes menores de 2 anos, associada a infecção viral e sem histórico de atopia. A asma tende a ter episódios recorrentes, histórico familiar de atopia e resposta a broncodilatadores, sendo um diagnóstico de exclusão em lactentes.
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