UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2018
Qual das condições abaixo não está associada à gravidade de apresentação clínica de bronquiolite viral aguda?
História familiar de asma NÃO é fator de gravidade para bronquiolite viral aguda.
A história familiar de asma é um fator de risco para o desenvolvimento de asma futura na criança, mas não é um preditor de maior gravidade na apresentação clínica da bronquiolite viral aguda. Os outros itens listados são reconhecidos fatores de risco para doença grave.
A bronquiolite viral aguda é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em lactentes e crianças pequenas, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais comum. Caracteriza-se por inflamação e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando a edema, hipersecreção de muco e broncoespasmo, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. É uma condição que frequentemente leva à hospitalização pediátrica. A identificação dos fatores de risco para gravidade é crucial para o manejo clínico e a tomada de decisão sobre internação e monitoramento. Fatores como prematuridade, idade inferior a 3 meses, presença de cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica pré-existente (como displasia broncopulmonar), imunodeficiência e exposição ao tabagismo passivo são bem estabelecidos como preditores de doença mais grave e maior risco de complicações. O sexo masculino também é apontado em alguns estudos como um fator de risco. A história familiar de asma, embora importante para prever o risco de sibilância recorrente ou asma na vida futura da criança, não é considerada um fator que aumenta a gravidade da bronquiolite aguda em si. O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, com foco na oxigenação, hidratação e desobstrução das vias aéreas.
Fatores de risco incluem prematuridade, idade inferior a 3 meses, cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica (ex: displasia broncopulmonar), imunodeficiência e tabagismo passivo.
Lactentes muito jovens possuem vias aéreas mais estreitas, menor reserva pulmonar e um sistema imunológico imaturo, tornando-os mais vulneráveis a formas graves de bronquiolite e insuficiência respiratória.
Sim, estudos epidemiológicos mostram que lactentes do sexo masculino tendem a ter um risco ligeiramente maior de desenvolver formas mais graves de bronquiolite viral aguda, embora o mecanismo exato não seja totalmente compreendido.
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