Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023
Lactente de 9 meses, diagnóstico prévio de síndrome de Down, iniciou quadro de febre baixa, tosse seca, coriza hialina, e espirros evoluindo em 72h com taquidispnéia. Procurou atendimento na emergência infantil onde recebeu resgate com broncodilatador com boa resposta. Liberado para casa com medicações de controle e orientações. Retorna a emergência após 24h com piora clínica. Admitido no setor taquidispneico e hipoxêmico. Feito resgate com broncodilatador com resposta parcial. Transferido para Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP). Sinais vitais de admissão na UTIP: FC 145 bpm; FR: 58 irpm; Sat: 92% (Ar ambiente); Tax: 37°C; PA 95 x 57 mmHg Ausculta pulmonar com sibilos difusos, tempo expiratório prolongado, Tiragem subcostal e retração de fúrcula moderada. Qual a principal hipótese diagnóstica e o tratamento preconizado?
Lactente com Síndrome de Down e bronquiolite grave (taquidispneia, hipoxemia) → Oxigênio suplementar é o tratamento principal.
Em lactentes com bronquiolite viral aguda, especialmente aqueles com fatores de risco como Síndrome de Down, o tratamento é primariamente de suporte. A oxigenoterapia é a intervenção mais importante para hipoxemia, enquanto broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente recomendados e têm benefício limitado.
A bronquiolite viral aguda é uma das principais causas de hospitalização em lactentes, especialmente nos primeiros dois anos de vida. É uma infecção respiratória viral que afeta as pequenas vias aéreas (bronquíolos), levando a inflamação, edema e produção de muco, resultando em obstrução e desconforto respiratório. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum, responsável pela maioria dos casos. A importância clínica reside na alta morbidade, especialmente em grupos de risco. Lactentes com Síndrome de Down representam um grupo de alto risco para bronquiolite grave devido a fatores como hipotonia muscular, anomalias congênitas (especialmente cardíacas), e disfunção imunológica, que predispõem a um curso mais severo da doença. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas respiratórios e achados do exame físico, como taquipneia, sibilância, tempo expiratório prolongado e tiragens. A hipoxemia é um sinal de gravidade que indica a necessidade de internação e suporte respiratório. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte. A oxigenoterapia é a intervenção mais importante para corrigir a hipoxemia e deve ser administrada para manter a saturação de oxigênio acima de 90-92%. Hidratação e nutrição adequadas também são cruciais. É fundamental ressaltar que broncodilatadores (como salbutamol) e corticoides (inalatórios ou sistêmicos) não são recomendados de rotina, pois não demonstraram benefício consistente na maioria dos pacientes e podem ter efeitos adversos. A resposta parcial a broncodilatadores, como no caso apresentado, não justifica seu uso contínuo se não houver melhora sustentada. O foco deve ser no suporte respiratório e na monitorização cuidadosa dos sinais vitais.
Os principais sinais e sintomas da bronquiolite viral aguda incluem febre baixa, tosse seca, coriza, espirros, evoluindo para taquipneia, sibilância, tempo expiratório prolongado, tiragens e, em casos graves, hipoxemia.
Lactentes com Síndrome de Down têm maior risco de bronquiolite grave devido a fatores como hipotonia muscular (comprometendo a mecânica respiratória), anomalias cardíacas congênitas, e um sistema imunológico potencialmente comprometido, que os tornam mais vulneráveis a infecções respiratórias.
O tratamento mais eficaz para a bronquiolite viral aguda é o suporte, que inclui hidratação adequada, nutrição e, crucialmente, oxigenoterapia suplementar para manter a saturação de oxigênio acima de 90-92%. Broncodilatadores e corticoides não são recomendados de rotina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo