Bronquiolite Viral em Lactentes: Tratamento e Manejo Clínico

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2018

Enunciado

Lactente de nove meses com rinorréia, tosse e febre baixa, evoluiu com dificuldade respiratória, sibilância, sinais de obstrução brônquica. A febre se tronou alta e a tosse coqueluchoide. O tratamento indicado é

Alternativas

  1. A) fisioterapia respiratória com técnica de vibração, percussão e expiração forçada.
  2. B) oxigenoterapia com monitorização contínua da saturação de oxigênio por oximetria de pulso.
  3. C) baseado numa terapêutica sintomática, com controle de temperatura, hídrico, nutricional e respiratório.
  4. D) imunoglobulina intravenosa específica e do anticorpo monocional humanizado para vírus sincicial respiratório.

Pérola Clínica

Bronquiolite viral em lactentes → Tratamento sintomático: hidratação, nutrição, controle térmico e suporte respiratório.

Resumo-Chave

O quadro clínico de lactente com rinorreia, tosse, febre baixa, sibilância e dificuldade respiratória, evoluindo para tosse coqueluchoide, é altamente sugestivo de bronquiolite viral aguda, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. O tratamento para a maioria dos casos é de suporte, focado em medidas sintomáticas para garantir hidratação, nutrição e oxigenação adequadas.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização em menores de um ano. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, mas outros vírus como rinovírus, adenovírus e parainfluenza também podem causar a doença. A fisiopatologia envolve inflamação e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando a edema, hipersecreção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas, resultando em sibilância e dificuldade respiratória. É crucial para residentes reconhecer o quadro clínico e a abordagem terapêutica adequada. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. Os sintomas geralmente começam com um pródromo de infecção de vias aéreas superiores, seguido por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações. A gravidade pode variar de leve a grave, exigindo hospitalização. Exames complementares como radiografia de tórax e pesquisa viral podem ser úteis, mas não são essenciais para o diagnóstico na maioria dos casos. A suspeita deve ser alta em lactentes com sibilância e sinais de obstrução brônquica, especialmente durante os meses de pico de infecções virais. O tratamento da bronquiolite é fundamentalmente de suporte. Isso inclui garantir hidratação e nutrição adequadas, controle da febre e, principalmente, suporte respiratório. A oxigenoterapia é a intervenção mais importante para hipoxemia. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides, antibióticos (a menos que haja suspeita de infecção bacteriana secundária) ou antivirais (exceto em populações de alto risco). A profilaxia com palivizumabe é reservada para grupos de alto risco para doença grave por VSR. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente na infância.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da bronquiolite viral aguda em lactentes?

Os principais sintomas incluem rinorreia, tosse, febre baixa, sibilância, taquipneia, tiragem intercostal e, em casos mais graves, dificuldade respiratória e cianose. A tosse pode se tornar paroxística ou coqueluchoide.

Qual é o tratamento recomendado para a bronquiolite viral aguda?

O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação adequada, nutrição, controle da temperatura e suporte respiratório com oxigenoterapia se a saturação de oxigênio estiver abaixo de 90-92%. Não há indicação rotineira para broncodilatadores, corticoides ou antibióticos.

Quando a oxigenoterapia é indicada na bronquiolite?

A oxigenoterapia é indicada quando a saturação de oxigênio periférica (SpO2) cai abaixo de 90-92% em ar ambiente. O objetivo é manter a SpO2 acima desses valores, utilizando cânula nasal, máscara ou, em casos graves, ventilação mecânica.

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