HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2018
Lactente de nove meses com rinorréia, tosse e febre baixa, evoluiu com dificuldade respiratória, sibilância, sinais de obstrução brônquica. A febre se tronou alta e a tosse coqueluchoide. O tratamento indicado é
Bronquiolite viral em lactentes → Tratamento sintomático: hidratação, nutrição, controle térmico e suporte respiratório.
O quadro clínico de lactente com rinorreia, tosse, febre baixa, sibilância e dificuldade respiratória, evoluindo para tosse coqueluchoide, é altamente sugestivo de bronquiolite viral aguda, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. O tratamento para a maioria dos casos é de suporte, focado em medidas sintomáticas para garantir hidratação, nutrição e oxigenação adequadas.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização em menores de um ano. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, mas outros vírus como rinovírus, adenovírus e parainfluenza também podem causar a doença. A fisiopatologia envolve inflamação e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando a edema, hipersecreção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas, resultando em sibilância e dificuldade respiratória. É crucial para residentes reconhecer o quadro clínico e a abordagem terapêutica adequada. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. Os sintomas geralmente começam com um pródromo de infecção de vias aéreas superiores, seguido por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações. A gravidade pode variar de leve a grave, exigindo hospitalização. Exames complementares como radiografia de tórax e pesquisa viral podem ser úteis, mas não são essenciais para o diagnóstico na maioria dos casos. A suspeita deve ser alta em lactentes com sibilância e sinais de obstrução brônquica, especialmente durante os meses de pico de infecções virais. O tratamento da bronquiolite é fundamentalmente de suporte. Isso inclui garantir hidratação e nutrição adequadas, controle da febre e, principalmente, suporte respiratório. A oxigenoterapia é a intervenção mais importante para hipoxemia. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides, antibióticos (a menos que haja suspeita de infecção bacteriana secundária) ou antivirais (exceto em populações de alto risco). A profilaxia com palivizumabe é reservada para grupos de alto risco para doença grave por VSR. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente na infância.
Os principais sintomas incluem rinorreia, tosse, febre baixa, sibilância, taquipneia, tiragem intercostal e, em casos mais graves, dificuldade respiratória e cianose. A tosse pode se tornar paroxística ou coqueluchoide.
O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação adequada, nutrição, controle da temperatura e suporte respiratório com oxigenoterapia se a saturação de oxigênio estiver abaixo de 90-92%. Não há indicação rotineira para broncodilatadores, corticoides ou antibióticos.
A oxigenoterapia é indicada quando a saturação de oxigênio periférica (SpO2) cai abaixo de 90-92% em ar ambiente. O objetivo é manter a SpO2 acima desses valores, utilizando cânula nasal, máscara ou, em casos graves, ventilação mecânica.
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