UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022
Bebê de três meses de idade foi levado à emergência de um hospital público, por apresentar febre baixa, cansaço, chiado no peito, e dificuldade respiratória. A mãe informa que ele iniciou com um resfriado há cinco dias, e notou piora da tosse e surgimento de cansaço que deixou ele com os lábios arroxeados e com dificuldade para mamar. Ao exame físico: Apresentava-se gemente, choro intenso, com batimento de asa de nariz, acianótico, com tiragem intercostal e retração subcostal, sibilos expiratórios disseminados. FR: 70 irpm, FC: 155 bpm e T:37,0° C e SaO2=90%. Qual diagnóstico e conduta:
Bronquiolite em lactente com desconforto respiratório e hipoxemia (SaO2 <92%) → internação, O2, hidratação, salina hipertônica.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de sibilância em lactentes, caracterizada por pródromos de IVAS seguidos de desconforto respiratório e sibilos. A internação é indicada para casos com hipoxemia (SaO2 <92%), dificuldade alimentar e desconforto respiratório moderado a grave.
A bronquiolite viral aguda é a infecção respiratória mais comum do trato respiratório inferior em lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização nessa faixa etária. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, mas outros vírus também podem causar a doença. A fisiopatologia envolve inflamação e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando a edema, produção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas. O quadro clínico típico inicia-se com pródromos de infecção de vias aéreas superiores (IVAS), como coriza e tosse, que evoluem para desconforto respiratório progressivo, taquipneia, tiragens, batimento de asa de nariz e sibilância expiratória. A febre geralmente é baixa ou ausente. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente (<2 anos) e nos achados do exame físico. O manejo da bronquiolite é essencialmente de suporte. As indicações de internação incluem hipoxemia (saturação de oxigênio <92%), desconforto respiratório grave, dificuldade para se alimentar, desidratação ou idade inferior a 3 meses. As terapias incluem oxigenioterapia para manter a saturação acima de 92%, hidratação adequada (oral ou venosa) e, em alguns casos, nebulização com solução salina hipertônica, que pode reduzir o tempo de internação. Corticoides, broncodilatadores e antibióticos não são recomendados de rotina.
A bronquiolite geralmente começa com sintomas de resfriado (coriza, tosse), seguidos por piora da tosse, desconforto respiratório (tiragem, batimento de asa de nariz, taquipneia), sibilância e, em casos graves, dificuldade para mamar e hipoxemia.
A internação é indicada para lactentes com bronquiolite que apresentam hipoxemia (SaO2 <92%), desconforto respiratório moderado a grave, dificuldade para se alimentar ou desidratação, apneia, ou idade inferior a 3 meses.
O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, incluindo oxigenioterapia para hipoxemia, hidratação adequada (oral ou venosa) e, em alguns casos, nebulização com solução salina hipertônica para melhorar o clearance mucociliar. Corticoides e broncodilatadores não são recomendados rotineiramente.
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