Infecção Respiratória em Lactentes: Diagnóstico e Etiologia

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024

Enunciado

Lactente masculino, de 1 ano, iniciou, há 3 dias, com tosse, coriza hialina e temperatura axilar de até 37o C. Por ter apresentado piora clínica com taquipneia, batimentos de asa nasal e retrações intercostais e subcostais, foi trazido à consulta. A ausculta pulmonar revelou estertores rudes e crepitantes difusamente distribuídos, sem sibilância. Que agente etiológico, dentre os abaixo, está mais provavelmente relacionado ao caso?

Alternativas

  1. A) Streptococcus pneumoniae
  2. B) Mycoplasma pneumoniae
  3. C) Haemophilus influenzae
  4. D) Rhinovirus

Pérola Clínica

Lactente com IRA, estertores difusos, sem sibilância → etiologia viral (Rhinovirus comum).

Resumo-Chave

O quadro clínico de lactente com infecção respiratória aguda, taquipneia, desconforto respiratório e ausculta com estertores rudes e crepitantes difusos, sem sibilância, é altamente sugestivo de etiologia viral. O Rhinovirus é um dos agentes virais mais comuns, especialmente em casos que podem evoluir para bronquiolite ou pneumonia viral.

Contexto Educacional

Infecções respiratórias agudas (IRA) são a principal causa de morbimortalidade em lactentes, sendo a bronquiolite e a pneumonia viral as mais comuns. Agentes como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rhinovirus, Adenovirus e Influenza são frequentemente identificados, com o Rhinovirus sendo um dos mais prevalentes. O quadro clínico típico de uma IRA viral em lactentes inicia-se com pródromos de vias aéreas superiores (tosse, coriza hialina), podendo evoluir para sinais de desconforto respiratório, como taquipneia, batimentos de asa nasal e retrações intercostais e subcostais. A ausculta pulmonar pode revelar estertores rudes e crepitantes difusamente distribuídos, e a sibilância pode ou não estar presente, dependendo do agente e da gravidade da obstrução das pequenas vias aéreas. O manejo é principalmente de suporte, com hidratação adequada, oxigenoterapia se houver hipoxemia e monitoramento rigoroso. O uso de antibióticos é reservado para casos com forte suspeita de coinfecção bacteriana, que é menos comum em quadros virais puros. A identificação do agente etiológico, embora nem sempre necessária para o manejo inicial, auxilia na compreensão epidemiológica e no controle de surtos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de desconforto respiratório em lactentes?

Os sinais de desconforto respiratório em lactentes incluem taquipneia (aumento da frequência respiratória), batimentos de asa nasal, retrações intercostais, subcostais ou supraesternais, gemência e cianose.

Quando suspeitar de etiologia viral em infecções respiratórias de lactentes?

Deve-se suspeitar de etiologia viral em lactentes com pródromos de vias aéreas superiores (tosse, coriza), febre baixa ou ausente, e achados pulmonares difusos como estertores crepitantes, sibilância ou roncos, sem sinais de toxicidade bacteriana grave.

Qual a diferença na ausculta pulmonar entre bronquiolite e pneumonia bacteriana em crianças?

Na bronquiolite viral, a ausculta frequentemente revela sibilância difusa e/ou estertores crepitantes. Na pneumonia bacteriana, é mais comum encontrar achados focais como crepitações em uma área específica, sopro tubário ou diminuição do murmúrio vesicular.

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