SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria acerca do manejo de infecção causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), assinale a alternativa correta.
Bronquiolite VSR: Broncodilatador apenas se houver melhora imediata e sustentada, não de rotina.
As diretrizes da SBP enfatizam que o uso de broncodilatadores na bronquiolite por VSR não é rotineiro e deve ser testado, mantendo-o apenas se houver resposta clínica significativa e imediata. Outras terapias como corticoides e antibióticos não são recomendadas de rotina, e a oxigenoterapia é indicada para saturação abaixo de 90-92%.
A bronquiolite por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em lactentes e crianças jovens, levando a hospitalizações significativas. Caracteriza-se por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, resultando em sibilância, taquipneia, tosse e desconforto respiratório. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente, sazonalidade e achados do exame físico. A gravidade varia, e a maioria dos casos é autolimitada, mas alguns podem evoluir para insuficiência respiratória. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) enfatizam o tratamento de suporte como a pedra angular do manejo. Isso inclui hidratação adequada, desobstrução de vias aéreas superiores e oxigenoterapia, se a saturação de oxigênio cair abaixo de 90-92%. O uso de broncodilatadores (como salbutamol) não é rotineiro; deve ser testado e mantido apenas se houver uma resposta clínica clara e imediata. Corticoides sistêmicos ou inalatórios não são recomendados, pois não demonstraram benefício consistente na maioria dos casos. Antibióticos também não são indicados, a menos que haja forte suspeita ou confirmação de coinfecção bacteriana. A fisioterapia respiratória, embora amplamente utilizada, não possui evidências robustas para recomendação universal e deve ser avaliada caso a caso, focando em técnicas de higiene brônquica. A prevenção, com a imunoprofilaxia passiva com Palivizumabe em grupos de alto risco, é uma estratégia importante. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente na infância.
A oxigenoterapia é indicada para crianças com bronquiolite por VSR quando a saturação de oxigênio periférica (SatO2) está persistentemente abaixo de 90-92% em ar ambiente, visando manter a SatO2 acima desse limiar.
Os broncodilatadores não são recomendados de rotina na bronquiolite por VSR. Seu uso pode ser considerado como um teste terapêutico, e só deve ser mantido se houver evidência clara e imediata de melhora clínica, como redução do desconforto respiratório ou melhora da saturação.
Corticoides não são eficazes na maioria dos casos de bronquiolite viral e podem ter efeitos adversos. Antibióticos não são indicados, pois a bronquiolite é uma infecção viral, a menos que haja evidência de coinfecção bacteriana, que é rara.
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