HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Paciente com 1 ano e 11 meses foi encaminhado para o ambulatório de pediatria pois apresentava vários episódios de crises de broncoespasmo e pneumonias de repetição. Mãe relata que paciente já foi internado várias vezes por bronquiolites, sendo internado com 2, 6 e 8 meses. No segundo internamento, chegou a ficar na UTI por 15 dias, tendo ficado intubado. Refere que foi confirmado um vírus no período e que apresentou lesão de atenuação em mosaico em tomografia de tórax. Qual a principal suspeita diagnóstica e vírus mais provável, respectivamente:
Bronquiolite Obliterante pós-infecciosa → Adenovírus é o principal agente etiológico, especialmente após quadros graves com intubação.
A bronquiolite obliterante é uma doença pulmonar obstrutiva crônica rara em crianças, geralmente uma sequela de infecções virais graves, sendo o Adenovírus o principal agente. A história de bronquiolites de repetição, internações prolongadas e achados como atenuação em mosaico na TC são altamente sugestivos.
A bronquiolite obliterante (BO) pós-infecciosa é uma doença pulmonar obstrutiva crônica rara, mas grave, que afeta principalmente crianças pequenas. É uma sequela de infecções respiratórias virais graves, sendo o Adenovírus o agente etiológico mais comum, responsável por cerca de 50% dos casos. A doença é caracterizada pela inflamação e fibrose das pequenas vias aéreas, levando à sua obstrução e aprisionamento aéreo. O diagnóstico da BO deve ser suspeitado em crianças com história de infecção respiratória viral grave (especialmente com necessidade de internação em UTI e intubação), que evoluem com sibilância persistente, tosse crônica e pneumonias de repetição. A tomografia de tórax de alta resolução (TCAR) é fundamental para o diagnóstico, evidenciando achados como atenuação em mosaico, aprisionamento aéreo expiratório e bronquiectasias. A prova de função pulmonar, quando possível, mostra padrão obstrutivo. O tratamento é principalmente de suporte, visando aliviar os sintomas e prevenir complicações. Inclui broncodilatadores, corticosteroides (com eficácia variável), fisioterapia respiratória e, em casos graves, transplante pulmonar. O prognóstico é variável, mas a doença pode levar a morbidade significativa e, em casos graves, mortalidade. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são essenciais para melhorar a qualidade de vida desses pacientes.
A bronquiolite obliterante manifesta-se com tosse crônica, sibilância persistente e dispneia, frequentemente após uma infecção respiratória viral grave, com história de pneumonias de repetição e broncoespasmo.
O Adenovírus é o vírus mais comumente associado à bronquiolite obliterante pós-infecciosa, especialmente os sorotipos 3, 7 e 21, devido à sua capacidade de causar lesão epitelial e inflamação persistente nas vias aéreas.
A tomografia de tórax de alta resolução (TCAR) é crucial, revelando achados como atenuação em mosaico, aprisionamento aéreo expiratório e bronquiectasias, que são característicos da obstrução das pequenas vias aéreas.
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