SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Lactente de 4 meses, com antecedentes de prematuridade, foi internado com quadro grave de bronquiolite, necessitando permanecer em ventilação mecânica por 4 dias. Evoluiu com persistência da sibilância e dependência de oxigênio. O provável diagnostico é
Prematuro com bronquiolite grave + VM + sibilância/O2 dependência persistente → Bronquiolite Obliterante.
A bronquiolite obliterante é uma complicação rara, mas grave, de infecções respiratórias virais (especialmente adenovírus e VSR) ou outras lesões pulmonares, particularmente em prematuros. Caracteriza-se por inflamação e fibrose das pequenas vias aéreas, levando à obstrução e aprisionamento aéreo, manifestando-se como sibilância persistente e dependência de oxigênio.
A bronquiolite obliterante (BO) é uma doença pulmonar rara e grave caracterizada por inflamação e fibrose concêntrica das pequenas vias aéreas (bronquíolos), levando à sua obstrução progressiva. Em pediatria, é frequentemente uma sequela de infecções virais graves, como as causadas por adenovírus ou vírus sincicial respiratório (VSR), especialmente em lactentes prematuros ou com outras comorbidades pulmonares. Sua importância clínica reside na morbidade significativa e na necessidade de manejo complexo. A fisiopatologia da BO envolve uma resposta inflamatória exagerada ou aberrante à lesão inicial, que resulta na proliferação de tecido conjuntivo e fibrose dentro da luz dos bronquíolos, causando obstrução irreversível. Clinicamente, manifesta-se por sibilância persistente, tosse crônica, dispneia e, frequentemente, dependência de oxigênio, mesmo após a resolução da fase aguda da infecção. O diagnóstico é desafiador e baseia-se na história clínica, achados radiológicos (TCAR mostrando aprisionamento aéreo e padrão em mosaico) e exclusão de outras causas de sibilância. O tratamento da bronquiolite obliterante é primariamente de suporte, visando otimizar a função pulmonar e a qualidade de vida. Isso inclui oxigenoterapia contínua, fisioterapia respiratória, suporte nutricional e, em alguns casos, o uso de corticosteroides sistêmicos ou inalatórios, ou imunomoduladores, embora a eficácia seja variável. O prognóstico é heterogêneo, com alguns pacientes apresentando melhora gradual e outros evoluindo para doença pulmonar crônica grave, podendo necessitar de transplante pulmonar em casos refratários.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade, infecções virais graves (especialmente adenovírus e VSR), ventilação mecânica prolongada e doenças autoimunes ou transplante de órgãos.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela sibilância persistente e dependência de oxigênio após um insulto pulmonar. A tomografia de tórax de alta resolução (TCAR) pode mostrar aprisionamento aéreo e padrão em mosaico, e a biópsia pulmonar é o padrão ouro, embora raramente realizada.
Não há cura específica. O tratamento é de suporte, incluindo oxigenoterapia, fisioterapia respiratória, nutrição adequada e, em alguns casos, corticosteroides ou imunomoduladores para controlar a inflamação. O prognóstico é variável, com alguns casos necessitando de transplante pulmonar.
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