HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Após bronquiolite aguda, qual vírus está associado à complicação de longo prazo da bronquiolite obliterante? Opções de resposta:
Bronquiolite obliterante pós-bronquiolite aguda → Adenovírus é o principal agente etiológico associado.
O Adenovírus é um dos patógenos virais mais frequentemente associados à bronquiolite obliterante, uma complicação pulmonar grave e crônica que pode seguir um quadro de bronquiolite aguda, especialmente em crianças. A lesão inflamatória e fibrótica das pequenas vias aéreas leva a obstrução irreversível.
A bronquiolite obliterante é uma doença pulmonar obstrutiva crônica rara, caracterizada por inflamação e fibrose das pequenas vias aéreas, levando à sua obstrução irreversível. Embora possa ter diversas causas, a infecção viral, particularmente pelo Adenovírus, é a etiologia mais comum em crianças, especialmente após um quadro grave de bronquiolite aguda. A compreensão dessa associação é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória intensa que danifica o epitélio brônquico e o tecido peribrônquico, resultando em proliferação fibroblástica e obliteração das vias aéreas. A suspeita deve surgir em crianças com história de bronquiolite grave que desenvolvem sintomas respiratórios persistentes e progressivos, como tosse crônica, sibilância e dispneia, refratários aos tratamentos convencionais para asma. A tomografia computadorizada de tórax de alta resolução é fundamental para o diagnóstico. O tratamento é principalmente de suporte, visando aliviar os sintomas e prevenir a progressão da doença, com corticosteroides e broncodilatadores. Em casos graves, o transplante pulmonar pode ser uma opção. O prognóstico varia, mas a doença pode levar a morbidade significativa e, em casos extremos, à mortalidade, ressaltando a importância do reconhecimento precoce.
O Adenovírus é o vírus mais comumente associado à bronquiolite obliterante após um episódio de bronquiolite aguda, especialmente em crianças, devido à sua capacidade de causar lesão inflamatória intensa nas vias aéreas.
Os sintomas incluem tosse crônica, sibilância persistente, dispneia e intolerância ao exercício, que não melhoram com o tratamento padrão para asma, indicando uma obstrução fixa das pequenas vias aéreas.
O diagnóstico é clínico, radiológico (TC de tórax de alta resolução mostrando padrão de mosaico e aprisionamento aéreo) e, em alguns casos, confirmado por biópsia pulmonar, que revela fibrose e obstrução das pequenas vias aéreas.
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