Bronquiolite Obliterante em Crianças: Diagnóstico e Sinais

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2016

Enunciado

Criança, 3 anos, sexo feminino, com tosse persistente por 7 semanas após episódio de pneumonia aguda. Apresenta sibilância persistente, com pouca resposta ao uso de broncodilatadores, dispineia, diminuição do murmúrio vesicular, estertoração e leve deformação torácica. O diagnóstico provável é:

Alternativas

  1. A)  Bronquiectasia.
  2. B)  Bronquite.
  3. C)  Abscesso pulmonar.
  4. D)  Bronquiolite obliterante.

Pérola Clínica

Tosse crônica + sibilância refratária + história de pneumonia grave em criança = suspeitar de Bronquiolite Obliterante.

Resumo-Chave

O quadro clínico de tosse persistente, sibilância refratária a broncodilatadores, dispneia e sinais de doença pulmonar obstrutiva crônica (diminuição de murmúrio vesicular, estertoração, deformação torácica) após um episódio de pneumonia aguda é altamente sugestivo de bronquiolite obliterante, uma sequela comum de infecções virais graves em crianças.

Contexto Educacional

A bronquiolite obliterante (BO) é uma doença pulmonar obstrutiva crônica rara em crianças, caracterizada pela inflamação e fibrose das pequenas vias aéreas (bronquíolos), levando à sua obliteração. É frequentemente uma sequela de infecções pulmonares graves, especialmente virais (adenovírus, VSR), mas também pode ocorrer após transplante de órgãos ou doenças autoimunes. A importância clínica reside na sua natureza progressiva e na dificuldade de tratamento. O diagnóstico da BO é desafiador e baseia-se na história clínica, como um episódio de pneumonia aguda grave seguido por tosse persistente e sibilância refratária a broncodilatadores. O exame físico pode revelar diminuição do murmúrio vesicular, estertores e, em casos avançados, deformação torácica. Exames complementares como a tomografia computadorizada de tórax de alta resolução (TCAR) são essenciais para visualizar o padrão de aprisionamento aéreo e espessamento brônquico. O tratamento da BO é complexo e visa controlar a inflamação e prevenir a progressão da fibrose. Inclui corticosteroides (sistêmicos ou inalatórios), macrolídeos com efeito imunomodulador e suporte respiratório. O prognóstico varia, mas a doença pode levar a insuficiência respiratória crônica. Residentes devem estar cientes dessa condição para um diagnóstico precoce e manejo adequado, melhorando a qualidade de vida dessas crianças.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para bronquiolite obliterante em crianças?

O principal fator de risco é uma infecção pulmonar viral grave prévia, especialmente por adenovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) ou Mycoplasma pneumoniae. Outras causas incluem transplante de órgãos, doenças do tecido conjuntivo e exposição a toxinas.

Como a bronquiolite obliterante se manifesta clinicamente em crianças?

Manifesta-se com tosse crônica, sibilância persistente e refratária a broncodilatadores, dispneia, taquipneia, e sinais de aprisionamento aéreo e hiperinsuflação pulmonar, como diminuição do murmúrio vesicular e, em casos crônicos, deformação torácica.

Qual o papel dos broncodilatadores no tratamento da bronquiolite obliterante?

Broncodilatadores geralmente têm pouca resposta na bronquiolite obliterante, pois a obstrução é fixa e fibrótica. Podem ser tentados para avaliar qualquer componente reversível, mas o tratamento principal foca em corticosteroides, macrolídeos e suporte respiratório.

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