UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Lactente de 6 meses de idade, chega a urgência pediátrica com relato de palidez, letargia e extremidades frias. Mãe refere tosse produtiva há 3 dias, acompanhada de febre. Refere ser o primeiro episodio com quadro clinico assim. Ao exame: Letárgico, pálido, extremidades frias. OF: ndn; Ap: mv+, sibilos difusos a expiração; SO₂: 90% em ar ambiente; FR: 65 ipm, com batimento de asa de nariz e tiragem intercostal; Ac: bcnf, rcr 2t, ss; FC: 148 bpm; PA: 90x40 mmhg PCP: 2 segundos. Ante o quadro clinico descrito, o provável diagnostico é:
Lactente < 1 ano, 1º episódio de sibilância + desconforto respiratório + hipoxemia → Bronquiolite grave.
O quadro de lactente com menos de 1 ano, primeiro episódio de sibilância, tosse, febre, desconforto respiratório significativo (taquipneia, tiragem, batimento de asa de nariz), hipoxemia e sinais de má perfusão (palidez, letargia, extremidades frias) é altamente sugestivo de bronquiolite grave.
A bronquiolite é uma infecção viral aguda das vias aéreas inferiores, comum em lactentes menores de 2 anos, com pico de incidência entre 2 e 6 meses de idade. É classicamente o primeiro episódio de sibilância em um lactente. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico. O quadro clínico inclui pródromos de IVAS, seguidos por tosse, taquipneia, tiragem, batimento de asa de nariz e sibilos difusos à ausculta. A fisiopatologia envolve inflamação, edema e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando à obstrução das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é clínico. Sinais de gravidade, como hipoxemia (SatO2 < 92%), letargia, palidez e extremidades frias (sugerindo má perfusão), indicam a necessidade de internação e suporte intensivo. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte, com oxigenoterapia para hipoxemia, hidratação e aspiração de secreções. Não há indicação rotineira de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. A internação é indicada para casos graves, com monitorização e suporte respiratório, se necessário.
O principal agente etiológico da bronquiolite é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pela maioria dos casos, seguido por outros vírus como rinovírus, adenovírus e parainfluenza.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragem subcostal e intercostal, batimento de asa de nariz, cianose, hipoxemia (SatO2 < 92%), letargia, desidratação e apneia.
A bronquiolite cursa com sibilos difusos e desconforto expiratório, enquanto o crupe (laringotraqueíte viral) se caracteriza por tosse ladrante, estridor inspiratório e rouquidão, sem sibilos difusos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo