Bronquiolite Pediátrica: Manejo de Urgência Essencial

SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015

Enunciado

Em uma criança com diagnóstico de bronquiolite as medidas terapêuticas recomendadas no atendimento de urgência:

Alternativas

  1. A) Medidas de suporte geral, monitorização cardiorrespiratória, oxigênio úmido e hidratação oral ou endovenosa.
  2. B) Antibioticoterapia de amplo espectro e broncodilatador inalatório.
  3. C) Antibioticoterapia e corticoterapia endovenosa.
  4. D) Droga antiviral e broncodilatador inalatório.
  5. E) Aguardar Tomografia de tórax para iniciar tratamento. 

Pérola Clínica

Bronquiolite = suporte geral, monitorização, oxigênio úmido e hidratação são pilares do tratamento de urgência.

Resumo-Chave

O tratamento da bronquiolite em crianças é primariamente de suporte, focando em manter a oxigenação e hidratação adequadas. Medidas como oxigênio úmido, hidratação e monitorização são cruciais, enquanto antibióticos, corticoides e broncodilatadores têm indicações limitadas ou não são rotineiramente recomendados.

Contexto Educacional

A bronquiolite é uma infecção viral aguda das vias aéreas inferiores, comum em lactentes e crianças pequenas, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. Caracteriza-se por inflamação, edema e necrose do epitélio bronquiolar, levando a obstrução das pequenas vias aéreas. A doença atinge seu pico de incidência nos primeiros seis meses de vida, sendo uma das principais causas de hospitalização pediátrica. O diagnóstico é clínico, baseado na história de pródromos virais seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações. O atendimento de urgência foca em medidas de suporte geral, pois não há tratamento antiviral específico ou curativo. A monitorização cardiorrespiratória é essencial para identificar sinais de piora. A oxigenoterapia úmida é indicada para manter a saturação de oxigênio acima de 90-92%, e a hidratação, oral ou endovenosa, é crucial para prevenir a desidratação, especialmente em crianças com dificuldade para se alimentar devido ao desconforto respiratório. É importante ressaltar que a antibioticoterapia não é indicada de rotina, pois a etiologia é viral. Corticoides e broncodilatadores inalatórios também não são recomendados para todos os casos, com evidências limitadas de benefício e devem ser usados com cautela e testados individualmente. A Tomografia de Tórax não é um exame de rotina para o diagnóstico ou manejo da bronquiolite. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente na infância.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de gravidade na bronquiolite que indicam necessidade de internação?

Os principais sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragem subcostal e intercostal, batimento de asas nasais, gemência, cianose, saturação de oxigênio abaixo de 90-92% em ar ambiente, apneia, letargia e dificuldade para se alimentar, indicando falência respiratória iminente ou desidratação.

Por que a antibioticoterapia não é recomendada de rotina na bronquiolite?

A bronquiolite é predominantemente causada por vírus, como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A antibioticoterapia não tem eficácia contra infecções virais e seu uso desnecessário contribui para a resistência antimicrobiana. É reservada apenas para casos com suspeita ou confirmação de coinfecção bacteriana.

Qual o papel dos broncodilatadores inalatórios no tratamento da bronquiolite?

O papel dos broncodilatadores inalatórios na bronquiolite é controverso. Estudos mostram benefício limitado e não são recomendados de rotina. Podem ser testados em casos selecionados, especialmente em crianças com histórico de atopia ou sibilância prévia, mas devem ser descontinuados se não houver resposta clínica clara.

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