HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2016
Lactente do sexo feminino, 5 meses, é levado ao Pronto-Atendimento com história de febre baixa, rinorreia e tosse há 3 dias. Hoje mãe notou que a criança está mais "cansada" para respirar e com dificuldade para mamar. Exame físico: taquipneica, retrações intercostais e subdiafragmática, sibilos expiratórios difusos e estertores subcrepitantes bilateralmente. Levando em consideração a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta:
Bronquiolite em lactentes → Suporte clínico é o pilar do tratamento (hidratação, oxigênio, fluidificação).
A bronquiolite é uma infecção viral comum em lactentes, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. O tratamento é essencialmente de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas, pois não há terapia antiviral específica ou broncodilatadores de rotina eficazes para a maioria dos casos.
A bronquiolite aguda é uma das principais causas de hospitalização em lactentes, especialmente nos primeiros meses de vida. O agente etiológico mais comum é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A doença se manifesta com sintomas de infecção de vias aéreas superiores, progredindo para desconforto respiratório, taquipneia, sibilos e estertores. É crucial para o residente reconhecer o quadro clínico e diferenciar de outras causas de sibilância em lactentes. O diagnóstico da bronquiolite é essencialmente clínico, baseado na idade do paciente e nos achados do exame físico. Exames complementares como a radiografia de tórax geralmente mostram hiperinsuflação e espessamento peribrônquico, mas não são diagnósticos e não devem atrasar o tratamento. A fisiopatologia envolve inflamação e necrose do epitélio brônquico, levando à obstrução das pequenas vias aéreas por edema, muco e debris celulares. O tratamento é focado em medidas de suporte: garantir hidratação, desobstrução das vias aéreas com lavagem nasal, e oxigenioterapia se houver hipoxemia. A maioria dos casos é autolimitada e se resolve em 1-2 semanas. A prevenção, especialmente com a vacina contra VSR para grupos de risco, é um avanço importante na saúde pediátrica.
Os principais sinais incluem febre baixa, rinorreia, tosse, taquipneia, retrações intercostais e subdiafragmáticas, sibilos expiratórios difusos e estertores subcrepitantes. A dificuldade para mamar e o cansaço respiratório indicam agravamento.
O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação adequada (oral ou intravenosa), fluidificação das secreções respiratórias e oxigenioterapia para manter a saturação de oxigênio acima de 90-92%. Não há indicação rotineira para antibióticos ou broncodilatadores.
A Ribavirina é um antiviral que raramente é utilizada na bronquiolite, sendo reservada para casos graves em pacientes de alto risco, como imunocomprometidos ou com doença cardíaca congênita significativa, devido aos seus custos e potenciais efeitos adversos.
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