Bronquiolite em Lactentes: Diagnóstico e Fatores de Risco

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Uma criança de 9 meses vem ao Posto de Saúde, trazida pela mãe, com febre, taquipneia, retração intercostal e chiado no peito. Está é a primeira vez que apresenta sintomatologia semelhante. A mãe relata que, no dia anterior, a criança iniciou com tosse e coriza, que todos os seus irmãos são asmáticos e o pai é tabagista pesado, fumando dentro de casa, apesar do aconselhamento contra esse hábito. O diagnóstico mais provável é

Alternativas

  1. A) asma brônquica
  2. B) sinusite
  3. C) aspiração de corpo estranho
  4. D) bronquiolite

Pérola Clínica

Lactente <1 ano com 1º episódio de sibilância, pródromo viral e desconforto respiratório → Bronquiolite.

Resumo-Chave

A bronquiolite é a causa mais comum de infecção das vias aéreas inferiores em lactentes, caracterizada por obstrução de pequenas vias aéreas. A idade (9 meses), o pródromo viral (tosse, coriza) e os sinais de desconforto respiratório (taquipneia, retração, chiado) são clássicos. Fatores como tabagismo passivo e história familiar de asma aumentam o risco e a gravidade.

Contexto Educacional

A bronquiolite aguda é uma infecção viral comum das vias aéreas inferiores, afetando principalmente lactentes menores de 2 anos, com pico de incidência entre 3 e 6 meses. É a principal causa de hospitalização por doença respiratória nessa faixa etária, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais frequente. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado e prevenção de complicações. A fisiopatologia envolve inflamação e necrose das células epiteliais bronquiolares, levando a edema, hipersecreção de muco e broncoespasmo, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de pródromo viral e nos sinais de desconforto respiratório. A ausculta revela sibilância e crepitações. Fatores como tabagismo passivo e história familiar de asma podem influenciar a apresentação e a gravidade. O tratamento é principalmente de suporte, com oxigenoterapia, hidratação e aspiração de vias aéreas, se necessário. Não há evidências para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente na infância. A prevenção inclui evitar exposição a fumaça de cigarro e, em casos de alto risco, a profilaxia com Palivizumabe.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas típicos da bronquiolite em bebês?

Os sinais típicos incluem pródromo viral (tosse, coriza), seguido por taquipneia, sibilância (chiado no peito), retração intercostal e, em casos graves, batimento de asa nasal e cianose. A febre pode estar presente.

Como diferenciar bronquiolite de asma em um lactente?

A bronquiolite é geralmente o primeiro episódio de sibilância em crianças menores de um ano, com etiologia viral. O diagnóstico de asma é considerado para episódios recorrentes de sibilância, especialmente após os 2 anos de idade, com resposta a broncodilatadores e história familiar de atopia.

Quais fatores de risco aumentam a gravidade da bronquiolite?

Fatores de risco para bronquiolite grave incluem idade menor que 3 meses, prematuridade, doença pulmonar crônica, cardiopatia congênita, imunodeficiência e exposição ao tabagismo passivo.

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