Bronquiolite Aguda: Principal Causa de Insuficiência em Lactentes

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Qual é a principal causa de insuficiência respiratória aguda em lactentes?

Alternativas

  1. A) Bronquiolite.
  2. B) Pneumonia viral.
  3. C) Asma.
  4. D) Intoxicação exógena.

Pérola Clínica

Lactente com pródromos virais + taquipneia + sibilância = Bronquiolite Aguda.

Resumo-Chave

A bronquiolite é a infecção das vias aéreas inferiores mais comum em menores de 2 anos, sendo a principal causa de internação e insuficiência respiratória nessa faixa etária.

Contexto Educacional

A bronquiolite aguda caracteriza-se pela inflamação, edema e necrose do epitélio das pequenas vias aéreas, além de aumento da produção de muco. Em lactentes, o pequeno calibre das vias aéreas torna-os altamente suscetíveis à obstrução significativa. A gravidade varia desde quadros leves até insuficiência respiratória grave com necessidade de ventilação mecânica ou suporte de alto fluxo. A prevenção em grupos de risco (prematuros, cardiopatas) é feita com o anticorpo monoclonal Palivizumabe. O pico de incidência ocorre nos meses de inverno e primavera, acompanhando a sazonalidade viral.

Perguntas Frequentes

Qual o agente etiológico mais comum da bronquiolite?

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite aguda. Outros vírus incluem o Rinovírus, Metapneumovírus humano, Adenovírus e Parainfluenza.

Como é feito o diagnóstico da bronquiolite aguda?

O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história de pródromos catarrais (coriza, tosse) seguidos de sinais de desconforto respiratório, taquipneia e sibilância ou estertores finos em crianças menores de 24 meses. Exames de imagem e laboratoriais não são recomendados rotineiramente.

Qual o tratamento preconizado para bronquiolite?

O tratamento é de suporte: hidratação adequada, nutrição fracionada e, principalmente, oxigenoterapia se a saturação estiver abaixo de 90-92%. O uso de broncodilatadores, corticoides ou fisioterapia respiratória não é recomendado de forma rotineira pelas diretrizes atuais.

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