Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023
Lactente de 4 meses, previamente hígido e sem histórico familiar de doenças alérgicas, iniciou há cerca de 3 dias com coriza, tosse e febre e hoje foi levado ao pronto atendimento devido a piora da tosse associada a esforço respiratório moderado, sibilância e gemência durante as mamadas. No exame físico, foram observados crepitações, roncos difusos e sibilos expiratórios, 55irpm e dessaturação de 88%. Sobre a patogênese e o manejo dessa condição clínica, é INCORRETO afirmar que:
Bronquiolite: fisioterapia respiratória NÃO é recomendada rotineiramente; foco em suporte (oxigênio, hidratação).
Na bronquiolite, a fisioterapia respiratória não tem benefício comprovado e pode ser prejudicial. O manejo é primariamente de suporte, incluindo oxigenoterapia para dessaturação, hidratação e monitorização, sem uso rotineiro de broncodilatadores ou corticoides.
A bronquiolite aguda é uma infecção viral comum do trato respiratório inferior que afeta principalmente lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização nessa faixa etária. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente. É crucial que estudantes e residentes compreendam a patogênese, que envolve inflamação, edema e necrose das células epiteliais das pequenas vias aéreas, levando à obstrução e ao quadro clínico de sibilância, taquipneia e desconforto respiratório. As características anatômicas e fisiológicas do aparelho respiratório do lactente, como o pequeno calibre das vias aéreas e a imaturidade do sistema imune, contribuem para a maior morbidade da bronquiolite nessa faixa etária. O diagnóstico é clínico, baseado na história e no exame físico. Exames complementares, como radiografia de tórax, são geralmente desnecessários, a menos que haja suspeita de complicações como pneumonia ou atelectasia. O manejo da bronquiolite é primariamente de suporte. Isso inclui oxigenoterapia para dessaturação, hidratação adequada e aspiração de secreções nasais. É INCORRETO afirmar que a fisioterapia respiratória deve ser realizada em todos os pacientes internados, pois as evidências atuais não apoiam seu uso rotineiro e pode ser prejudicial. Da mesma forma, o uso de broncodilatadores e corticoides não é recomendado de rotina. A monitorização contínua da frequência respiratória e saturação é importante, mas a fisioterapia respiratória não é uma medida preventiva de complicações na bronquiolite.
O principal agente etiológico da bronquiolite é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pela maioria dos casos. Outros vírus como rinovírus, metapneumovírus humano, adenovírus e influenza também podem causar a doença.
As diretrizes atuais não recomendam a fisioterapia respiratória de rotina para o manejo da bronquiolite, pois não há evidências de benefício e pode até causar desconforto e piora do quadro. O foco é no suporte respiratório e hidratação.
A oxigenoterapia é indicada para lactentes com bronquiolite que apresentam dessaturação (saturação de oxigênio abaixo de 90-92% em ar ambiente). O objetivo é manter a saturação acima desses níveis, geralmente com oxigênio aquecido e umidificado.
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