SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2018
Lactante com 4 meses de vida, iniciou quadro de febre de 38° C há 3 dias, acompanhada de tosse e dispnéia, com dificuldade para sugar o seio materno. Foi levado ao Pronto Socorro devido à piora do cansaço. Ao exame clínico encontra-se corado, hidratado, acianótico, com boa perfusão capilar periférica, porém apresentando triagem subcostal com taquidispinéia moderada e queda da saturação de oxigênio. Ausculta pulmonar revela roncos e estertores subcrepitantes e sibilos difusos, com tempo de expiração prolongado. O diagnóstico mais provável e o agente etiológico mais freqüente são, respectivamente:
Lactente < 1 ano + quadro viral respiratório + sibilância + dispneia + tempo expiratório prolongado → Bronquiolite Aguda (VSR).
O quadro clínico de lactente com febre, tosse, dispneia, sibilância difusa e tempo expiratório prolongado é altamente sugestivo de bronquiolite aguda. O agente etiológico mais comum, especialmente em lactentes jovens, é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pela maioria dos casos graves.
A bronquiolite aguda é uma infecção viral comum do trato respiratório inferior que afeta principalmente lactentes e crianças pequenas, geralmente com menos de 2 anos de idade. É caracterizada pela inflamação e necrose das células epiteliais das pequenas vias aéreas (bronquíolos), levando a edema, produção de muco e obstrução. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum, responsável por 50-80% dos casos, especialmente os mais graves, mas outros vírus como rinovírus, adenovírus e vírus parainfluenza também podem causar a doença. O quadro clínico típico inicia-se com sintomas de infecção de vias aéreas superiores (rinorreia, tosse, febre baixa), progredindo para desconforto respiratório com taquipneia, sibilância difusa, tempo expiratório prolongado, retrações subcostais e intercostais, e batimento de asas nasais. A ausculta pulmonar revela sibilos e estertores subcrepitantes. A dificuldade para se alimentar e a queda da saturação de oxigênio são sinais de gravidade. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente e nos achados do exame físico. Exames complementares, como radiografia de tórax e pesquisa viral, podem ser úteis, mas não são essenciais para o diagnóstico na maioria dos casos. O tratamento é de suporte, focando na manutenção da oxigenação adequada (oxigenoterapia), hidratação e desobstrução das vias aéreas. Broncodilatadores, corticoides e antibióticos não são rotineiramente indicados, pois não demonstraram benefício consistente na maioria dos casos de bronquiolite viral. A prevenção com Palivizumabe é indicada para grupos de alto risco.
Os sintomas incluem rinorreia, tosse, febre baixa, taquipneia, sibilância, retrações e, em casos graves, dificuldade para mamar e queda da saturação de oxigênio.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente e responsável pela maioria dos casos graves de bronquiolite aguda em lactentes.
O tratamento é de suporte, incluindo oxigenoterapia, hidratação adequada e aspiração de secreções nasais. Broncodilatadores e corticoides geralmente não são recomendados de rotina.
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