Bronquiolite Aguda em Lactentes: Diagnóstico e Sinais Chave

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Lactente de três meses foi atendida no pronto socorro com história de febre baixa no primeiro dia de doença seguido de coriza, tosse e sibilância há seis dias, tendo sido feito diagnóstico de pneumonia e medicada com amoxicilina. Após 72 horas, na revisão agendada, não apresentou melhora e foi encaminhada para internação. Exame físico: bom estado geral, pulsos amplos, hidratado, acianótica, tiragem subcostal, batimento de asa de nariz e FR: 50 irpm. Radiografia de tórax: retificação de arcos costais com hiperexpansão do tórax com 10 arcos costais no campo pulmonar. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Resfriado comum.
  2. B) Pneumonia estafilocóccica.
  3. C) Bronquiolite aguda.
  4. D) Tuberculose.

Pérola Clínica

Lactente < 1 ano com sibilância, coriza, tosse e sinais de desconforto respiratório + hiperexpansão RX = Bronquiolite aguda.

Resumo-Chave

O quadro clínico de lactente com pródromos virais, sibilância, desconforto respiratório e achados radiográficos de hiperexpansão pulmonar e retificação dos arcos costais é altamente sugestivo de bronquiolite aguda, uma infecção viral comum em crianças menores de 2 anos, que não responde a antibióticos.

Contexto Educacional

A bronquiolite aguda é uma infecção viral respiratória comum que afeta as pequenas vias aéreas de lactentes e crianças pequenas, geralmente menores de 2 anos. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, mas outros vírus como rinovírus e metapneumovírus também podem causar a doença. É uma das principais causas de hospitalização em lactentes. O quadro clínico inicia-se com sintomas de infecção de vias aéreas superiores (coriza, tosse, febre baixa), que evoluem para sinais de desconforto respiratório inferior, como taquipneia, sibilância, tiragem subcostal, batimento de asa de nariz e gemência. A ausculta pulmonar revela sibilos e crepitantes. A radiografia de tórax, embora não seja rotineiramente indicada para o diagnóstico, pode mostrar hiperinsuflação pulmonar com retificação dos arcos costais e diafragmas rebaixados. O diagnóstico é clínico, e o tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação adequada, oxigenioterapia se houver hipoxemia e aspiração de vias aéreas superiores. Antibióticos não são indicados, pois a etiologia é viral. É crucial diferenciar a bronquiolite de outras causas de sibilância e desconforto respiratório em lactentes, como pneumonia bacteriana ou asma, para evitar tratamentos desnecessários e potencialmente prejudiciais.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas típicos da bronquiolite aguda em lactentes?

Os sinais incluem pródromos virais (coriza, tosse, febre baixa), seguidos por sibilância, taquipneia, tiragem subcostal e batimento de asa de nariz, indicando desconforto respiratório.

Quais achados radiográficos são comuns na bronquiolite aguda?

A radiografia de tórax tipicamente mostra sinais de hiperinsuflação pulmonar, como retificação dos arcos costais, aumento dos espaços intercostais e diafragmas rebaixados.

Por que a amoxicilina não é eficaz para bronquiolite aguda?

A bronquiolite aguda é predominantemente causada por vírus (principalmente VSR), e a amoxicilina é um antibiótico, sendo ineficaz contra infecções virais. O tratamento é de suporte.

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