HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015
O agente etiológico de uma bronquiolite aguda com característica virtual de causador de uma epidemia usualmente é o:
VSR = principal causa de bronquiolite aguda e epidemias em lactentes, especialmente no outono/inverno.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum da bronquiolite aguda em lactentes, sendo responsável por surtos epidêmicos anuais, especialmente nos meses de outono e inverno. Sua alta transmissibilidade e patogenicidade o tornam um importante desafio de saúde pública pediátrica.
A bronquiolite aguda é uma infecção viral comum do trato respiratório inferior que afeta principalmente lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização nessa faixa etária. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, responsável por 50-80% dos casos, e é conhecido por causar epidemias anuais, especialmente durante os meses mais frios. A alta transmissibilidade do VSR e a imaturidade do sistema imunológico dos lactentes contribuem para a sua prevalência e impacto. A fisiopatologia da bronquiolite envolve inflamação e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando a edema, produção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história de infecção de vias aéreas superiores seguida por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações. A suspeita deve ser alta em lactentes com desconforto respiratório durante o período sazonal do VSR. O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, incluindo oxigenoterapia, hidratação e aspiração de secreções. Não há tratamento antiviral específico rotineiro. A prevenção com palivizumabe é indicada para grupos de alto risco, como prematuros extremos e crianças com cardiopatia congênita ou doença pulmonar crônica. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente.
Os sintomas incluem rinorreia, tosse, febre baixa, sibilância, taquipneia e, em casos graves, desconforto respiratório acentuado e cianose.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico. Testes rápidos de antígeno ou PCR podem confirmar a etiologia viral, mas não são essenciais para o manejo na maioria dos casos.
A sazonalidade do VSR (outono-inverno) é crucial para a prevenção (palivizumabe em grupos de risco) e para o planejamento dos serviços de saúde devido ao aumento de internações pediátricas.
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