HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Um lactente de sete meses vem a emergência trazido pelos pais apresentando quadro de tosse, chiado. dificuldade para respirar e taquipneia, sem cianose iniciado pela manhã. Qual seria o principal diagnóstico a ser pensado?
Lactente < 2 anos + 1º episódio de sibilância + pródromos virais = Bronquiolite.
A bronquiolite é a principal causa de sibilância no primeiro ano de vida, caracterizada por inflamação das vias aéreas inferiores após infecção viral.
A bronquiolite aguda é uma doença autolimitada que afeta os bronquíolos, resultando em edema, acúmulo de muco e debris celulares que causam obstrução. É a causa mais frequente de internação hospitalar em lactentes. A avaliação da gravidade deve focar na mecânica respiratória (frequência respiratória, batimento de asa de nariz, retrações) e na capacidade de manter a hidratação oral. O pico dos sintomas geralmente ocorre entre o 3º e 5º dia de doença.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente mais comum, responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite aguda. Outros vírus como Rinovírus, Metapneumovírus humano, Adenovírus e Influenza também podem causar o quadro. A transmissão ocorre por contato direto com secreções ou aerossóis, sendo comum em períodos de sazonalidade (outono e inverno).
O diagnóstico é eminentemente clínico. Baseia-se na história de um lactente (geralmente < 24 meses) que apresenta pródromos de IVAS (coriza, tosse leve) seguidos de sinais de comprometimento das vias aéreas inferiores, como taquipneia, sibilância, estertores finos e graus variáveis de esforço respiratório. Exames de imagem ou laboratoriais não são necessários rotineiramente, a menos que haja dúvida diagnóstica ou complicações suspeitas.
O tratamento é de suporte. Inclui hidratação adequada (oral ou venosa se necessário), limpeza nasal com soro fisiológico e oxigenoterapia se a saturação de oxigênio estiver abaixo de 90-92%. O uso de broncodilatadores (salbutamol), corticoides sistêmicos ou nebulização com adrenalina não é recomendado rotineiramente pelas diretrizes atuais (como a da AAP e SBP), pois não alteram o curso da doença na maioria dos pacientes.
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