CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2017
Lactente com 4 meses, apresenta quadro de Infecção de Vias Aéreas Superiores (IVAS) leve, espirro, rinorreia transparente, diminuição do apetite, febre de 38,5°, taquipneia (64 rpm), oximetria de pulso 90%, ausculta pulmonar com estertores finos e sibilância fraca. Radiografia de tórax com hiperinsuflação pulmonar. Qual o diagnóstico provável?
Lactente < 1 ano + IVAS prévia + sibilância/estertores + taquipneia + hiperinsuflação RX = Bronquiolite aguda.
A bronquiolite aguda é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, caracterizada por um quadro viral prévio seguido de desconforto respiratório, sibilância e crepitações. O diagnóstico é essencialmente clínico, e a radiografia de tórax pode mostrar hiperinsuflação pulmonar.
A bronquiolite aguda é uma infecção viral comum do trato respiratório inferior que afeta principalmente lactentes e crianças pequenas, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais frequente. A doença é caracterizada por inflamação e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando a edema, aumento da produção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas. É uma condição de grande importância clínica devido à sua alta incidência e potencial de gravidade, especialmente em lactentes menores de 6 meses. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de um pródromo de IVAS seguido por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações à ausculta pulmonar. A oximetria de pulso é fundamental para avaliar a gravidade, e a radiografia de tórax, embora não diagnóstica, pode mostrar hiperinsuflação e infiltrados peribrônquicos. O manejo é primariamente de suporte, com oxigenoterapia, hidratação e aspiração de vias aéreas, sem indicação rotineira de broncodilatadores ou corticoides. É crucial para o residente saber diferenciar a bronquiolite de outras causas de desconforto respiratório em lactentes, como asma ou pneumonia, e identificar os sinais de gravidade que indicam a necessidade de internação hospitalar, como hipoxemia persistente, desidratação ou apneia. A prevenção, através da lavagem das mãos e, em casos específicos, da imunoprofilaxia com Palivizumabe, também é um ponto importante.
Os principais sintomas incluem um quadro de infecção de vias aéreas superiores (rinorreia, espirros) seguido por tosse, taquipneia, sibilância, estertores finos e, em casos mais graves, desconforto respiratório e hipoxemia.
O diagnóstico da bronquiolite aguda é predominantemente clínico, baseado na história de IVAS prévia e nos achados do exame físico, como taquipneia, sibilância e crepitações. Exames complementares como radiografia de tórax podem mostrar hiperinsuflação, mas não são essenciais para o diagnóstico na maioria dos casos.
A radiografia de tórax na bronquiolite aguda pode revelar hiperinsuflação pulmonar, retificação do diafragma e, por vezes, atelectasias laminares. No entanto, não é um exame de rotina para o diagnóstico, sendo mais útil para excluir outras condições como pneumonia bacteriana ou pneumotórax em casos atípicos ou graves.
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