SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2020
Neste inverno, Murilo, 6 meses de vida, iniciou com quadro de coriza, tosse e febre baixa por 2 dias. No terceiro dia da doença, apresentou chiado no peito e ficou choroso. Sua mãe o levou à Unidade Básica de Saúde mais próxima. Murilo estava alerta, hidratado e acianótico. Respirava tranquilamente, não apresentava batimento de asa de nariz e nem esforço respiratório, com temperatura de 37,8°C, frequência respiratória de 48 mrm e frequência cardíaca de 96 bpm. Na ausculta foram identificados sibilos difusos, bilateralmente. Assinale a alternativa correta, quanto a abordagem deste quadro:
Bronquiolite leve em lactente → manejo domiciliar com soro fisiológico nasal e hidratação.
O quadro clínico de Murilo, um lactente de 6 meses com coriza, tosse, febre baixa e sibilos difusos, sem sinais de esforço respiratório ou hipoxemia, é compatível com bronquiolite leve. Nesses casos, a abordagem é de suporte, focando na desobstrução das vias aéreas superiores com soro fisiológico e manutenção da hidratação, sem necessidade de internação ou intervenções farmacológicas agressivas.
A bronquiolite é uma infecção viral aguda das vias aéreas inferiores, comum em lactentes, especialmente no inverno, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. É uma das principais causas de internação hospitalar em crianças menores de um ano, exigindo do residente um conhecimento aprofundado sobre seu diagnóstico e manejo. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de pródromos de infecção de vias aéreas superiores, seguidos por tosse, taquipneia e sibilância. A ausculta pulmonar revela sibilos e crepitantes. A avaliação da gravidade é fundamental para definir a conduta, observando o nível de consciência, hidratação, esforço respiratório e saturação de oxigênio. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte. Em casos leves, como o de Murilo, medidas como lavagem nasal com soro fisiológico, hidratação adequada e monitoramento domiciliar são suficientes. Não há evidências para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticosteroides, antibióticos ou solução salina hipertônica em todos os casos. A suplementação de oxigênio é indicada para hipoxemia, e a internação para casos moderados a graves.
Os sinais típicos de bronquiolite em lactentes incluem coriza, tosse, febre baixa, sibilância, taquipneia e, em casos mais graves, esforço respiratório como batimento de asa de nariz e tiragens. Geralmente, inicia-se com sintomas de resfriado comum.
Para bronquiolite leve, a conduta inicial é de suporte, incluindo lavagem nasal com soro fisiológico para desobstrução das vias aéreas, oferta de líquidos para manter a hidratação e monitoramento dos sinais de piora. Não há indicação rotineira de broncodilatadores ou corticoides.
A internação hospitalar é indicada em casos de bronquiolite com sinais de gravidade, como esforço respiratório significativo, taquipneia acentuada, hipoxemia (saturação de O2 < 90-92%), desidratação, apneia ou lactentes com fatores de risco como prematuridade e cardiopatia congênita.
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