Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Considerando a fisiopatologia da bronquiolite, o que é importante considerar em um paciente que tenha bronquiolite e esteja sobre ventilação pulmonar mecânica?
Bronquiolite = obstrução vias aéreas pequenas → constante de tempo aumentada na VPM.
Na bronquiolite, a inflamação e o edema das pequenas vias aéreas levam à obstrução e aprisionamento aéreo. Isso resulta em uma constante de tempo aumentada, o que significa que os pulmões levam mais tempo para esvaziar. Na ventilação mecânica, é crucial ajustar os tempos inspiratório e expiratório para permitir o esvaziamento completo e evitar hiperinsuflação e barotrauma.
A bronquiolite é a causa mais comum de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, frequentemente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Caracteriza-se por inflamação, edema e necrose das células epiteliais das pequenas vias aéreas, levando à obstrução e aprisionamento aéreo. A ventilação pulmonar mecânica (VPM) é indicada em casos de insuficiência respiratória grave. A fisiopatologia da bronquiolite resulta em aumento da resistência das vias aéreas e, consequentemente, em uma constante de tempo pulmonar aumentada. Isso significa que o tempo necessário para o pulmão esvaziar-se completamente é maior. Na VPM, a não consideração desse fato pode levar a um tempo expiratório insuficiente, resultando em aprisionamento aéreo, hiperinsuflação dinâmica e aumento do risco de barotrauma e volutrauma. O manejo da VPM na bronquiolite exige uma abordagem protetora, com volumes correntes baixos, pressões de pico limitadas e, fundamentalmente, um tempo expiratório prolongado para permitir o esvaziamento completo dos pulmões. A monitorização cuidadosa da pressão intratorácica e a minimização do aprisionamento aéreo são essenciais para otimizar a ventilação e reduzir as complicações.
A constante de tempo é o produto da complacência pela resistência do sistema respiratório. Na bronquiolite, a obstrução das pequenas vias aéreas aumenta a resistência, resultando em uma constante de tempo aumentada, ou seja, o pulmão leva mais tempo para esvaziar.
É crucial para ajustar o tempo expiratório, permitindo um esvaziamento pulmonar adequado e evitando o aprisionamento aéreo, a hiperinsuflação dinâmica e o barotrauma, que são complicações comuns.
Os desafios incluem a heterogeneidade da doença, o risco de aprisionamento aéreo, a necessidade de pressões de pico baixas para evitar lesão pulmonar e a dificuldade em manter uma ventilação adequada com tempos expiratórios prolongados.
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