UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Homem, 35 anos de idade, é admitido no PS com tosse e hemoptise de, aproximadamente, 50 mL ao dia, há 3 dias. Nega febre ou perda de peso. Refere infecções pulmonares de repetição, à esquerda, há alguns anos. Broncoscopia: sangramento no lobo superior esquerdo. O diagnóstico mais provável é
Hemoptise + infecções pulmonares de repetição → suspeitar de bronquiectasias.
Bronquiectasias são dilatações anormais e permanentes dos brônquios, frequentemente causadas por infecções pulmonares recorrentes. A hemoptise é uma complicação comum devido à inflamação crônica e neovascularização, sendo um sintoma chave para o diagnóstico.
Bronquiectasias são uma condição pulmonar crônica caracterizada pela dilatação anormal e permanente dos brônquios, frequentemente resultando de infecções respiratórias graves ou recorrentes na infância, fibrose cística, ou deficiências imunológicas. A prevalência varia, mas é uma causa significativa de morbidade respiratória. É crucial reconhecer seus sinais para um manejo adequado e prevenção de complicações. A fisiopatologia envolve um ciclo vicioso de infecção, inflamação e destruição da parede brônquica, levando à dilatação e acúmulo de secreções. O diagnóstico é primariamente radiológico, com a tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) sendo o padrão-ouro. A suspeita clínica surge em pacientes com tosse crônica produtiva, infecções pulmonares de repetição e, como no caso, hemoptise. O tratamento visa controlar a infecção, reduzir a inflamação e melhorar a depuração mucociliar. Isso inclui antibióticos para exacerbações, fisioterapia respiratória, broncodilatadores e, em casos de hemoptise grave, embolização arterial brônquica ou, raramente, ressecção cirúrgica. O prognóstico depende da extensão da doença e da presença de comorbidades.
Os sintomas incluem tosse crônica com expectoração purulenta, dispneia, fadiga e, em casos mais graves, hemoptise e infecções pulmonares de repetição.
O diagnóstico é confirmado principalmente por tomografia computadorizada de tórax de alta resolução (TCAR), que mostra as dilatações brônquicas. A broncoscopia pode ser útil para investigar a causa da hemoptise.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, identificação da fonte do sangramento (geralmente por broncoscopia) e, se necessário, embolização arterial brônquica para controlar a hemorragia.
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