Broncopneumonia em Lactentes: Diagnóstico e Tratamento

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 4 meses de idade, dá entrada na emergência de pediatria com quadro de tosse persistente de início há 3 dias, evoluindo com piora progressiva, associado a congestão nasal importante, além de febre aferida entre 37.6°C e 38.2°C. Ao exame físico, apresenta desconforto respiratório leve, com tiragem sub e intercostal, frequência respiratória de 56 irpm, frequência cardíaca de 123 bpm, hidratado, corado, ausculta respiratória com sibilos difusos e estertores subcrepitantes em bases. Sem outras alterações. Com base no quadro descrito, qual é a principal hipótese diagnóstica, agente causador e tratamento adequado para o quadro?

Alternativas

  1. A) Broncopneumonia; pneumococo; amoxicilina via oral e seguimento ambulatorial.
  2. B) Bronquiolite; vírus sincicial respiratório; sintomáticos, lavagem nasal, fisioterapia respiratória e seguimento ambulatorial.
  3. C) Broncopneumonia; pneumococo; internação hospitalar, ampicilina EV, broncodilatador inalatório e corticoide via oral.
  4. D) Bronquiolite; vírus sincicial respiratório; internação hospitalar, broncodilatador inalatório, corticoide oral e fisioterapia respiratória.

Pérola Clínica

Lactente com tosse, febre baixa, desconforto respiratório leve e estertores subcrepitantes → Broncopneumonia, considerar tratamento ambulatorial com amoxicilina.

Resumo-Chave

Em lactentes, a broncopneumonia pode apresentar-se com tosse, febre e desconforto respiratório. A presença de estertores subcrepitantes nas bases pulmonares, mesmo com sibilos difusos, pode indicar consolidação. Em casos leves e sem sinais de gravidade, o tratamento ambulatorial com amoxicilina é uma opção para cobertura de pneumococo.

Contexto Educacional

A broncopneumonia é uma infecção pulmonar comum em lactentes, sendo uma das principais causas de morbimortalidade pediátrica. É caracterizada por inflamação dos brônquios e parênquima pulmonar, frequentemente causada por bactérias como o Streptococcus pneumoniae. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar complicações. O diagnóstico da broncopneumonia em lactentes baseia-se na clínica, com tosse, febre, taquipneia e desconforto respiratório. A ausculta pulmonar pode revelar estertores subcrepitantes ou crepitantes, e sibilos podem estar presentes, dificultando a distinção de outras condições virais. A radiografia de tórax pode mostrar infiltrados ou consolidações. O tratamento da broncopneumonia bacteriana em lactentes geralmente envolve antibióticos. A amoxicilina é a escolha inicial para casos leves a moderados, com seguimento ambulatorial se o paciente estiver estável e sem sinais de gravidade. A internação é reservada para casos mais graves ou com complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de broncopneumonia em lactentes?

Os principais sinais incluem tosse, febre, taquipneia, desconforto respiratório (tiragem, batimento de asa nasal) e, à ausculta, estertores crepitantes ou subcrepitantes, podendo haver sibilos.

Quando a amoxicilina é indicada para pneumonia em crianças?

A amoxicilina é a primeira escolha para pneumonia adquirida na comunidade em crianças sem fatores de risco para patógenos atípicos ou resistência, especialmente em casos leves a moderados que podem ser tratados ambulatorialmente.

Como diferenciar broncopneumonia de bronquiolite em lactentes?

A bronquiolite é mais comum em < 2 anos, com pródromos virais, sibilos difusos e crepitações finas. A broncopneumonia pode ter febre mais alta, estertores mais grosseiros e sinais de consolidação, embora a distinção possa ser desafiadora e exames complementares ajudem.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo