UNIUBE - Universidade de Uberaba (MG) — Prova 2017
Você está de plantão em Pronto Atendimento Pediátrico e recebe pré-escolar de quatro anos, pesando 16 quilos com quadro de dispneia e tosse de início súbito após inalação de fumaça de cigarro. Nega antecedentes patológicos. Ao exame físico você evidencia esforço respiratório caracterizado por tiragem intercostal e retração diafragmática, saturação de oxigênio 91%, frequência respiratória de 40 irpm, presença de sibilos expiratórios em ambos os hemitórax. Assinale a alternativa que corresponde à conduta imediata adequada para este caso:
Broncoespasmo agudo em criança com hipoxemia → Salbutamol nebulizado + O2 de resgate.
O quadro clínico sugere broncoespasmo agudo, provavelmente induzido pela inalação da fumaça, com sinais de esforço respiratório e hipoxemia (SatO2 91%). A conduta inicial é a administração de um broncodilatador de curta ação (Salbutamol) por nebulização, associado a oxigênio, para reverter o broncoespasmo e melhorar a oxigenação.
O broncoespasmo agudo em crianças é uma emergência pediátrica comum, frequentemente desencadeada por infecções virais, alérgenos ou irritantes ambientais, como a fumaça de cigarro. Caracteriza-se por estreitamento das vias aéreas inferiores, levando a dispneia, tosse e sibilos expiratórios. A avaliação inicial deve focar na gravidade do esforço respiratório e no nível de oxigenação. A conduta imediata visa reverter o broncoespasmo e corrigir a hipoxemia. Isso inclui a administração de oxigênio suplementar para manter a saturação acima de 92-94% e o uso de broncodilatadores de curta ação, como o Salbutamol, por via inalatória (nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador). Múltiplas doses de resgate podem ser necessárias. Após a estabilização inicial, a reavaliação clínica é crucial. Em casos de resposta inadequada ou broncoespasmo moderado a grave, a introdução de corticoides sistêmicos (oral ou venoso) é recomendada para reduzir a inflamação subjacente e prevenir a progressão da crise. A identificação e remoção do fator desencadeante, como a exposição à fumaça, são importantes para o manejo a longo prazo.
Sinais de gravidade incluem esforço respiratório acentuado (tiragem, retração), taquipneia, sibilância intensa ou ausência de sibilos (sinal de exaustão), alteração do nível de consciência e hipoxemia (SatO2 < 92%).
O Salbutamol é um beta-2 agonista de curta ação que promove broncodilatação rápida, aliviando o broncoespasmo e melhorando o fluxo de ar nas vias aéreas. Sua administração por nebulização permite entrega direta e eficaz aos pulmões.
Corticoides (orais ou venosos) são indicados para reduzir a inflamação e prevenir a recorrência do broncoespasmo, mas seu início de ação é mais lento. Devem ser administrados após a conduta inicial com broncodilatadores, especialmente em casos moderados a graves ou que não respondem bem à terapia de resgate.
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