IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
Um recém-nascido prematuro de 29 semanas, AIG, desenvolve quadro de doença da membrana hialina grave, necessitando de ventilação mecânica. No 6°. dia de evolução, começou a apresentar necessidade de maiores concentrações de oxigênio, impossibilitando a progressão do desmame. A complicação mais provável é:
Prematuro com DMH grave em VM, que piora a necessidade de O2 após 6 dias → suspeitar de Broncodisplasia Pulmonar (DBP).
A broncodisplasia pulmonar (DBP) é uma complicação crônica comum em prematuros extremos com doença da membrana hialina grave que necessitam de ventilação mecânica e oxigenoterapia prolongada. A piora da necessidade de oxigênio e a dificuldade de desmame ventilatório após a primeira semana de vida são achados típicos de DBP, refletindo a lesão pulmonar crônica.
A broncodisplasia pulmonar (DBP) é uma das complicações crônicas mais significativas da prematuridade, especialmente em recém-nascidos com idade gestacional inferior a 32 semanas e baixo peso ao nascer. Ela se desenvolve em bebês que necessitam de suporte respiratório prolongado, geralmente devido à doença da membrana hialina (DMH) grave, e é definida pela dependência de oxigênio aos 28 dias de vida ou aos 36 semanas de idade gestacional corrigida. A fisiopatologia da DBP é complexa e multifatorial, envolvendo a imaturidade pulmonar, a lesão pulmonar induzida pela ventilação mecânica (barotrauma, volutrauma), a toxicidade do oxigênio, a inflamação e infecções. Esses fatores levam a uma alteração na arquitetura pulmonar, com desenvolvimento alveolar e vascular anormais, fibrose e enfisema. Clinicamente, a DBP se manifesta como uma persistente necessidade de oxigênio e dificuldade em progredir no desmame ventilatório, como descrito na questão. O manejo da DBP é desafiador e foca em otimizar a ventilação, minimizar a toxicidade do oxigênio, controlar a inflamação (com corticosteroides em casos selecionados), garantir nutrição adequada e prevenir infecções. O prognóstico varia, mas muitos bebês com DBP grave podem ter sequelas respiratórias e neurodesenvolvimentais a longo prazo, tornando a prevenção e o reconhecimento precoce fundamentais para o residente.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade extrema (<32 semanas), baixo peso ao nascer, doença da membrana hialina grave, necessidade de ventilação mecânica prolongada, oxigenoterapia com altas concentrações de oxigênio e infecções pulmonares.
A DBP se manifesta com dependência prolongada de oxigênio, dificuldade de desmame da ventilação mecânica, taquipneia, retrações, sibilância e crepitações à ausculta pulmonar. A gravidade varia de leve a grave, com necessidade de suporte respiratório por semanas ou meses.
A DBP resulta de uma lesão pulmonar multifatorial em pulmões imaturos, envolvendo barotrauma e volutrauma da ventilação mecânica, toxicidade do oxigênio, inflamação e infecção. Isso leva a uma interrupção do desenvolvimento alveolar e vascular pulmonar, com fibrose e disfunção pulmonar crônica.
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