Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
Quais são os principais efeitos colaterais dos broncodilatadores?
Broncodilatadores (beta-2 agonistas) → taquicardia, tremores, hipocalemia.
Os broncodilatadores beta-2 agonistas, como salbutamol e fenoterol, atuam nos receptores beta-2 adrenérgicos, mas podem ter efeitos em receptores beta-1 cardíacos e na bomba Na+/K+ ATPase, causando taquicardia, tremores e hipocalemia.
Os broncodilatadores, especialmente os agonistas beta-2 adrenérgicos de curta (SABA) e longa ação (LABA), são a base do tratamento para doenças obstrutivas das vias aéreas como asma e DPOC. Eles atuam relaxando a musculatura lisa brônquica através da estimulação dos receptores beta-2, levando à broncodilatação. No entanto, sua ação não é totalmente seletiva, e efeitos colaterais podem surgir devido à estimulação de outros receptores beta-adrenérgicos ou a mecanismos secundários. Os principais efeitos colaterais incluem taquicardia e palpitações, resultantes da estimulação de receptores beta-1 no coração, especialmente com doses elevadas ou em pacientes sensíveis. Tremores musculares são comuns, decorrentes da estimulação dos receptores beta-2 nos músculos esqueléticos. A hipocalemia é outro efeito importante, causada pela estimulação da bomba Na+/K+ ATPase, que promove o influxo de potássio para o interior das células, diminuindo sua concentração sérica. Outros efeitos menos comuns ou menos proeminentes incluem cefaleia, nervosismo e, raramente, arritmias cardíacas. É fundamental que os profissionais de saúde estejam cientes desses efeitos para orientar os pacientes, monitorar a segurança e ajustar a terapia conforme necessário, garantindo o máximo benefício com o mínimo de risco.
Os agonistas beta-2 adrenérgicos podem ativar receptores beta-1 no coração, causando taquicardia e arritmias. Os tremores resultam da estimulação dos receptores beta-2 nos músculos esqueléticos. A hipocalemia ocorre devido à estimulação da bomba Na+/K+ ATPase, que move o potássio para dentro das células.
Pacientes idosos, com doenças cardíacas preexistentes, hipertireoidismo ou aqueles que recebem altas doses de broncodilatadores são mais suscetíveis a efeitos como taquicardia e arritmias, exigindo monitoramento cuidadoso.
A hipocalemia geralmente é transitória e dose-dependente. Em casos de uso crônico ou doses elevadas, pode ser necessário monitorar os níveis de potássio e, se indicado, realizar suplementação, especialmente em pacientes com risco de arritmias.
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