Braquiterapia Oftálmica: Uso de Placas em Oncologia Ocular

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2010

Enunciado

O material mostrado nas ilustrações corresponde a:

Alternativas

  1. A) Placas para braquiterapia
  2. B) Escudos de proteção da córnea utilizados em cirurgia de exérese de tumor palpebral
  3. C) Implantes intravítreos para liberação lenta de vincristina (quimioterápico)
  4. D) Pesos para correção de lagoftalmo

Pérola Clínica

Placas metálicas intraoculares = Braquiterapia para tratamento de tumores (ex: Melanoma).

Resumo-Chave

A braquiterapia epiescleral é uma modalidade de radioterapia localizada que utiliza placas suturadas à esclera para tratar tumores intraoculares malignos, visando a preservação do globo.

Contexto Educacional

A braquiterapia revolucionou o tratamento do melanoma uveal, permitindo que muitos pacientes evitem a enucleação (remoção do olho). O sucesso do procedimento depende da localização precisa do tumor via ultrassonografia e transiluminação durante a cirurgia de fixação da placa. Este método exemplifica o avanço da oncologia ocular personalizada, onde a dose de radiação é calculada especificamente para o volume tumoral do paciente. A integração entre o oftalmologista oncologista e o físico médico é essencial para garantir a eficácia do tratamento e a segurança radiológica.

Perguntas Frequentes

Para que servem as placas de braquiterapia na oftalmologia?

As placas de braquiterapia são dispositivos metálicos (geralmente de ouro ou prata) que contêm sementes radioativas em sua face interna. Elas são aplicadas cirurgicamente sobre a esclera, exatamente na projeção da base de um tumor intraocular (como o melanoma de coroide). A radiação emitida destrói as células tumorais de forma localizada, minimizando danos aos tecidos oculares adjacentes.

Quais os isótopos mais usados na braquiterapia ocular?

Os isótopos mais comuns são o Iodo-125 (I-125) e o Rutênio-106 (Ru-106). O Iodo-125 emite radiação gama e é preferido para tumores mais espessos devido ao seu maior poder de penetração. O Rutênio-106 emite partículas beta e é indicado para tumores mais rasos (até 5-6 mm de altura), pois sua energia decai rapidamente com a distância.

Quais as complicações da braquiterapia ocular?

Embora eficaz na preservação do olho, a radiação pode causar efeitos colaterais a longo prazo, conhecidos como retinopatia da radiação, maculopatia actínica, neuropatia óptica por radiação e catarata. O manejo dessas complicações pode envolver injeções intravítreas de anti-VEGF ou corticoides para controlar o edema macular induzido pela radiação.

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