Bradicardia Sinusal no ECG: Diagnóstico e Características

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022

Enunciado

O eletrocardiograma realiza a reprodução gráfica da atividade elétrica do coração durante o seu funcionamento, registrada a partir da superfície do corpo. Quanto às principais alterações eletrocardiográficas, onda P com orientação normal e frequência cardíaca < 50 bpm denotam:

Alternativas

  1. A) Parada sinusal. 
  2. B) Bloqueio sinoatrial (BSA). 
  3. C) Bradicardia sinusal.
  4. D) Bloqueio de ramo esquerdo (BRE). 

Pérola Clínica

Onda P normal + FC < 50 bpm = Bradicardia Sinusal.

Resumo-Chave

A bradicardia sinusal é caracterizada por um ritmo cardíaco lento, mas que se origina no nó sinusal, o marcapasso natural do coração. A presença de ondas P com morfologia e orientação normais, seguidas por complexos QRS, confirma a origem sinusal do ritmo, enquanto a frequência abaixo de 50 bpm define a bradicardia.

Contexto Educacional

O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta diagnóstica fundamental na cardiologia, registrando a atividade elétrica do coração. A bradicardia sinusal é uma das alterações mais comuns, caracterizada por um ritmo cardíaco regular, originado no nó sinusal, mas com uma frequência inferior a 50 batimentos por minuto (bpm) em adultos. É importante reconhecer que, em alguns indivíduos, como atletas de alta performance, uma frequência cardíaca mais baixa pode ser uma variação fisiológica e não patológica. Para o diagnóstico de bradicardia sinusal, o ECG deve apresentar ondas P com morfologia e orientação normais (positivas em DII, DIII e aVF), seguidas por um complexo QRS, indicando que o impulso elétrico se origina corretamente no nó sinusal e é conduzido através das vias normais. A frequência cardíaca deve ser consistentemente abaixo de 50 bpm. A fisiopatologia envolve uma diminuição da automaticidade do nó sinusal, que pode ser influenciada por fatores intrínsecos (doença do nó sinusal) ou extrínsecos (fármacos, hipotireoidismo, aumento do tônus vagal). O tratamento da bradicardia sinusal depende da presença de sintomas. Bradicardias assintomáticas geralmente não requerem intervenção. No entanto, se o paciente apresentar sintomas como tontura, síncope, fadiga ou dispneia, é crucial investigar e tratar a causa subjacente. Em casos de bradicardia sinusal sintomática e refratária, o implante de um marcapasso definitivo pode ser necessário. O prognóstico é geralmente bom para bradicardias fisiológicas ou reversíveis, mas pode ser mais reservado em casos de doença intrínseca do nó sinusal.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas comuns de bradicardia sinusal?

A bradicardia sinusal pode ser fisiológica em atletas bem condicionados, mas também pode ser causada por hipotireoidismo, hipotermia, hipóxia, uso de medicamentos (betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio), disfunção do nó sinusal e aumento do tônus vagal.

Quando a bradicardia sinusal requer tratamento?

A bradicardia sinusal geralmente só requer tratamento se for sintomática, causando tontura, síncope, fadiga ou outros sintomas de hipoperfusão. O tratamento visa identificar e corrigir a causa subjacente, ou pode envolver o uso de atropina ou implante de marcapasso em casos graves e refratários.

Como diferenciar bradicardia sinusal de bloqueio sinoatrial (BSA) no ECG?

Na bradicardia sinusal, todas as ondas P são seguidas por QRS, mas a frequência é lenta. No BSA, há falha na condução do impulso do nó sinusal para os átrios, resultando em pausas no ECG onde uma onda P esperada está ausente, ou em batimentos 'perdidos' sem onda P ou QRS.

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