Bradicardia Sinusal no ECG: Diagnóstico e Achados Chave

HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024

Enunciado

Paciente, 65 anos, chega ao pronto-socorro queixando-se de fadiga e fraqueza. O médico decide fazer um eletrocardiograma como parte da avaliação inicial. O ECG mostra uma onda P com orientação normal, mas uma frequência cardíaca menor do que 50 batimentos cardíacos por minuto. Com base nesses achados eletrocardiográficos, o diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Bradicardia sinusal.
  2. B) Taquicardia ventricular.
  3. C) Fibrilação atrial.
  4. D) Bloqueio atrioventricular de segundo grau.

Pérola Clínica

Bradicardia sinusal = FC < 50 bpm + onda P normal + ritmo sinusal.

Resumo-Chave

A bradicardia sinusal é caracterizada por um ritmo cardíaco regular que se origina no nó sinusal (evidenciado por ondas P normais), mas com uma frequência cardíaca abaixo de 50 batimentos por minuto. É uma condição comum e pode ser fisiológica ou patológica.

Contexto Educacional

O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta diagnóstica fundamental na cardiologia, permitindo a avaliação da atividade elétrica do coração. A interpretação correta do ECG é uma habilidade essencial para qualquer médico, especialmente em situações de emergência. A bradicardia, definida como uma frequência cardíaca abaixo dos limites normais, pode ter diversas etiologias e implicações clínicas. A bradicardia sinusal é uma das arritmias mais comuns e se caracteriza pela diminuição da frequência de disparo do nó sinusal, o marcapasso natural do coração. No ECG, isso se manifesta por um ritmo sinusal (ondas P precedendo cada QRS, com morfologia e eixo normais) com uma frequência inferior a 50 bpm. É importante diferenciar a bradicardia sinusal fisiológica (comum em atletas bem condicionados) da patológica, que pode ser um sinal de disfunção do nó sinusal ou de outras condições médicas. A avaliação de um paciente com bradicardia sinusal deve incluir a busca por sintomas associados, como fadiga, tontura, síncope ou dispneia, e a investigação de causas reversíveis, como medicamentos, distúrbios eletrolíticos ou hipotireoidismo. O manejo dependerá da presença e gravidade dos sintomas, podendo variar desde a observação até a necessidade de marcapasso temporário ou definitivo em casos de bradicardia sinusal sintomática e refratária.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios eletrocardiográficos para o diagnóstico de bradicardia sinusal?

Os critérios incluem um ritmo regular, presença de ondas P antes de cada complexo QRS com morfologia e eixo normais (indicando origem sinusal), e uma frequência cardíaca inferior a 50 batimentos por minuto.

Quais são as causas comuns de bradicardia sinusal?

Pode ser fisiológica em atletas, ou patológica devido a hipotireoidismo, hipotermia, hipóxia, uso de medicamentos (beta-bloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio), disfunção do nó sinusal ou aumento do tônus vagal.

Quando a bradicardia sinusal requer tratamento?

O tratamento é indicado apenas se a bradicardia for sintomática (fadiga, tontura, síncope, fraqueza) ou se estiver associada a hipoperfusão orgânica. A conduta inicial envolve a identificação e correção da causa subjacente.

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