Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
Paciente de 62 anos, com quadro de síncope, confusão mental e dispneia. Ao exame apresenta PA: 70x30 mmHg e FC: 32 bpm. A instabilidade é devida a arritmia. Considerando esse cenário, são condutas adequadas a serem adotadas, EXCETO:
Bradicardia sintomática com instabilidade → Atropina, MPTC, Dopamina/Adrenalina. Amiodarona é contraindicada.
Em pacientes com bradicardia sintomática e instabilidade hemodinâmica, a prioridade é o suporte vital e a elevação da frequência cardíaca. Atropina, marcapasso transcutâneo, dopamina ou adrenalina são as opções. Amiodarona é um antiarrítmico para taquiarritmias e não deve ser usada aqui.
A bradicardia sintomática com instabilidade hemodinâmica é uma emergência médica que exige reconhecimento e intervenção rápidos. A condição é caracterizada por uma frequência cardíaca lenta que compromete o débito cardíaco, levando a sintomas como síncope, confusão mental, dispneia e hipotensão. A fisiopatologia envolve a incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para suprir as demandas metabólicas dos tecidos devido à baixa frequência cardíaca, resultando em hipoperfusão orgânica. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de bradicardia (FC < 60 bpm, geralmente < 50 bpm) associada a sinais de instabilidade. As condutas adequadas, conforme as diretrizes do ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support), incluem a administração de atropina como primeira linha. Se a atropina for ineficaz ou contraindicada, o marcapasso transcutâneo deve ser prontamente iniciado. Alternativamente, ou em conjunto, podem ser utilizadas infusões de dopamina ou adrenalina para aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial. É crucial entender que a amiodarona, embora seja um potente antiarrítmico, não tem papel no tratamento da bradicardia sintomática e instável. Seu mecanismo de ação pode, inclusive, agravar a bradicardia, sendo reservada para o manejo de taquiarritmias. O prognóstico depende da rapidez e eficácia da intervenção, sendo vital que residentes dominem este algoritmo para garantir a segurança do paciente e otimizar os desfechos.
Sinais de instabilidade incluem hipotensão (PA < 90 mmHg), alteração aguda do estado mental, sinais de choque, dor torácica isquêmica e insuficiência cardíaca aguda.
A conduta inicial é a administração de atropina (0,5 mg IV, repetindo a cada 3-5 min, dose máxima 3 mg). Se ineficaz, considerar marcapasso transcutâneo, dopamina ou adrenalina.
A amiodarona é um antiarrítmico que pode deprimir ainda mais o nó sinusal e o sistema de condução, piorando a bradicardia e a instabilidade hemodinâmica. É indicada para taquiarritmias.
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