Bradicardia Refratária: Dopamina e Adrenalina no ACLS

Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

A dopamina E a adrenalina são drogas alternativas, sendo adequado o item:

Alternativas

  1. A) Quando a bradicardia não responde à atropina e como medida transitória, para recuperação ou enquanto se aguarda a disponibilidade de um marca-passo.
  2. B) Quando a bradicardia não responde à atropina e como medida definitiva, para recuperação ou enquanto se aguarda a disponibilidade de um marca-passo.
  3. C) Quando a bradicardia não responde à atropina e como medida transitória, para recuperação dispensando o uso marca-passo.
  4. D) Quando a bradicardia responde à atropina e como medida transitória, para recuperação ou enquanto se aguarda a disponibilidade de um marca-passo.

Pérola Clínica

Bradicardia sintomática refratária à atropina → dopamina ou adrenalina (infusão) como ponte para marca-passo.

Resumo-Chave

No algoritmo de bradicardia sintomática do ACLS, a atropina é a primeira linha. Se a bradicardia persistir e o paciente permanecer sintomático, dopamina ou adrenalina em infusão contínua são as drogas de escolha, servindo como medidas transitórias enquanto se prepara para o marca-passo transcutâneo ou transvenoso.

Contexto Educacional

O manejo da bradicardia sintomática é um tópico fundamental em emergências cardiológicas, abordado extensivamente no Advanced Cardiovascular Life Support (ACLS). A bradicardia, definida como frequência cardíaca abaixo de 60 bpm, torna-se sintomática quando causa hipoperfusão de órgãos, manifestada por hipotensão, alteração do nível de consciência, dor torácica isquêmica ou sinais de choque. A fisiopatologia da bradicardia sintomática envolve a falha do sistema de condução cardíaco em gerar impulsos elétricos adequados, resultando em baixo débito cardíaco. O diagnóstico é clínico e eletrocardiográfico. A avaliação inicial foca na identificação da causa reversível e na estabilização do paciente. O tratamento segue um algoritmo claro: atropina é a primeira escolha. Se ineficaz, a dopamina ou a adrenalina em infusão contínua são as próximas opções farmacológicas, atuando como agentes cronotrópicos e inotrópicos positivos. No entanto, estas são medidas transitórias. O tratamento definitivo para bradicardia sintomática refratária é o marca-passo, seja transcutâneo (emergencial) ou transvenoso (mais definitivo). O residente deve dominar a sequência de intervenções e a dosagem correta dos fármacos.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira linha de tratamento farmacológico para bradicardia sintomática?

A atropina é a primeira linha de tratamento farmacológico para bradicardia sintomática, administrada em bolus intravenoso. Se não houver resposta, doses adicionais podem ser consideradas.

Quando a dopamina ou adrenalina são indicadas na bradicardia?

Dopamina ou adrenalina (em infusão contínua) são indicadas quando a bradicardia sintomática não responde à atropina. Elas servem como medidas transitórias para manter a perfusão enquanto se prepara para a instalação de um marca-passo.

Qual a importância do marca-passo transcutâneo no manejo da bradicardia?

O marca-passo transcutâneo é uma medida crucial e muitas vezes definitiva para bradicardia sintomática refratária a fármacos. Ele fornece estimulação elétrica externa para manter uma frequência cardíaca adequada até que uma solução mais permanente possa ser implementada.

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