Manejo da Bradicardia Pediátrica e PALS 2020

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Criança de 4 anos de idade está internada na enfermaria de pediatria para tratamento de crise álgica. Ao chegar para avaliar a paciente pela manhã, a equipe de enfermagem a encontra sonolenta. A equipe médica é acionada para avaliar a paciente, que não responde ao chamado vigoroso ao toque. Ao checar o pulso do paciente, identificado pulso fraco e respiração irregular. Após a monitorização, identificada frequência cardíaca de 36 incursões por minuto. Qual é a conduta imediata?

Alternativas

  1. A) Iniciar ventilação de resgate com fração inspirada de oxigênio a 100%.
  2. B) Iniciar compressões torácicas na frequência de 15 compressões e 2 ventilações.
  3. C) Oferecer oxigênio a 100% e instalar monitorização cardíaca contínua.
  4. D) Administrar naloxona intramuscular e reavaliar após 2 a 3 minutos.

Pérola Clínica

Bradicardia pediátrica + má perfusão → 1º Ventilar/Oxigenar; se FC < 60 após ventilação → RCP.

Resumo-Chave

A maioria das bradicardias em crianças decorre de hipóxia. A conduta inicial prioritária é a ventilação eficaz com oxigênio a 100% antes de iniciar compressões.

Contexto Educacional

O manejo da bradicardia sintomática em pediatria é um pilar do Pediatric Advanced Life Support (PALS). O caso descreve uma criança com sinais claros de choque e insuficiência respiratória (sonolência, pulso fraco, respiração irregular e bradicardia grave de 36 bpm). A fisiopatologia pediátrica dita que a bradicardia é um sinal pré-morte iminente por hipóxia. O algoritmo preconiza: 1) Manter via aérea pérvia e iniciar ventilação com pressão positiva e O2 a 100%; 2) Se após ventilação a FC continuar < 60 bpm com má perfusão, iniciar RCP (15:2 com dois socorristas). A administração de adrenalina ou atropina é considerada após o início da RCP se a bradicardia persistir.

Perguntas Frequentes

Quando iniciar compressões torácicas na bradicardia pediátrica?

As compressões torácicas devem ser iniciadas se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 batimentos por minuto, acompanhada de sinais de má perfusão sistêmica (como alteração do nível de consciência, pulsos fracos ou enchimento capilar lentificado), mesmo após a instituição de ventilação e oxigenação adequadas por pelo menos 30 a 60 segundos.

Por que a ventilação é a primeira conduta na bradicardia infantil?

Diferente dos adultos, onde a causa primária da parada costuma ser cardíaca, em pediatria a causa mais comum é a hipóxia decorrente de insuficiência respiratória. Portanto, reverter a hipoxemia através da ventilação de resgate com O2 a 100% frequentemente restaura a frequência cardíaca sem necessidade de manobras invasivas.

Quais são os sinais de má perfusão em crianças?

Os sinais clínicos incluem palidez cutânea, cianose, extremidades frias, tempo de enchimento capilar maior que 2 segundos, pulsos periféricos finos ou ausentes e alteração do estado mental, como a sonolência ou irritabilidade extrema descrita no caso clínico.

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