HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2022
Criança de 4 anos de idade está internada na enfermaria de pediatria para tratamento de crise álgica. Ao chegar para avaliar a paciente pela manhã, a equipe de enfermagem a encontra sonolenta. A equipe médica é acionada para avaliar a paciente, que não responde ao chamado vigoroso ao toque. Ao checar o pulso do paciente, identificado pulso fraco e respiração irregular. Após a monitorização, identificada frequência cardíaca de 36 incursões por minuto. Qual é a conduta imediata?
Bradicardia pediátrica + má perfusão → 1º Ventilar/Oxigenar; se FC < 60 após ventilação → RCP.
A maioria das bradicardias em crianças decorre de hipóxia. A conduta inicial prioritária é a ventilação eficaz com oxigênio a 100% antes de iniciar compressões.
O manejo da bradicardia sintomática em pediatria é um pilar do Pediatric Advanced Life Support (PALS). O caso descreve uma criança com sinais claros de choque e insuficiência respiratória (sonolência, pulso fraco, respiração irregular e bradicardia grave de 36 bpm). A fisiopatologia pediátrica dita que a bradicardia é um sinal pré-morte iminente por hipóxia. O algoritmo preconiza: 1) Manter via aérea pérvia e iniciar ventilação com pressão positiva e O2 a 100%; 2) Se após ventilação a FC continuar < 60 bpm com má perfusão, iniciar RCP (15:2 com dois socorristas). A administração de adrenalina ou atropina é considerada após o início da RCP se a bradicardia persistir.
As compressões torácicas devem ser iniciadas se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 batimentos por minuto, acompanhada de sinais de má perfusão sistêmica (como alteração do nível de consciência, pulsos fracos ou enchimento capilar lentificado), mesmo após a instituição de ventilação e oxigenação adequadas por pelo menos 30 a 60 segundos.
Diferente dos adultos, onde a causa primária da parada costuma ser cardíaca, em pediatria a causa mais comum é a hipóxia decorrente de insuficiência respiratória. Portanto, reverter a hipoxemia através da ventilação de resgate com O2 a 100% frequentemente restaura a frequência cardíaca sem necessidade de manobras invasivas.
Os sinais clínicos incluem palidez cutânea, cianose, extremidades frias, tempo de enchimento capilar maior que 2 segundos, pulsos periféricos finos ou ausentes e alteração do estado mental, como a sonolência ou irritabilidade extrema descrita no caso clínico.
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