IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024
Você está de plantão em um pronto socorro (PS) onde há um lactente de 7 meses que aguarda transferência para leito de unidade de terapia intensiva. Ele foi recebido no PS há 12 horas, em insuficiência respiratória, sendo prontamente intubado e acoplado ao ventilador mecânico. Posteriormente foi diagnosticado com bronquiolite por vírus sincicial respiratório. A última gasometria arterial evidenciou que o lactente se encontrava compensado. Ele evoluiu com estabilidade hemodinâmica desde a internação sem necessidade de aminas vasoativas, por isso a equipe não puncionou acesso venoso profundo (mas está com acesso venoso periférico).A enfermeira de plantão solicita uma avaliação do lactente. Você verifica que o mesmo está pálido, com a pele mosqueada, os pulsos são palpáveis, apesar de finos, os sinais vitais são SpO2 86%, FC 45 bpm, PA 76/48 mmHg. O restante do exame físico é normal. A conduta mais correta nesse caso é:
Lactente intubado com bradicardia grave (FC < 60 bpm) e sinais de má perfusão → iniciar RCP imediatamente.
A bradicardia em lactentes, especialmente na presença de hipóxia e sinais de choque, é um sinal pré-parada e requer início imediato de manobras de reanimação cardiopulmonar, não apenas ajuste de O2 ou medicação isolada.
A bradicardia em lactentes é um sinal de alarme crítico, frequentemente indicando hipóxia grave e iminência de parada cardiorrespiratória. Diferente dos adultos, onde a parada cardíaca é mais comumente de origem cardíaca primária, em crianças ela é predominantemente secundária a insuficiência respiratória ou choque. A identificação precoce e a intervenção imediata são cruciais para um desfecho favorável. No cenário clínico de um lactente intubado por bronquiolite, a bradicardia associada a sinais de má perfusão (palidez, pele mosqueada, pulsos finos, SpO2 baixa) sugere um colapso cardiovascular. A hipóxia prolongada leva à disfunção miocárdica e bradicardia, que por sua vez compromete ainda mais o débito cardíaco. A ventilação mecânica, embora suporte, não corrige a causa subjacente da bradicardia se esta for hipóxia ou choque não responsivo. A conduta imediata para bradicardia com má perfusão em lactentes (FC < 60 bpm) é iniciar as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), conforme as diretrizes do PALS (Pediatric Advanced Life Support). Isso inclui compressões torácicas de alta qualidade e ventilações adequadas, buscando reverter a hipóxia e restaurar a perfusão. A administração de adrenalina intravenosa pode ser considerada após o início da RCP, e a atropina tem uso limitado em bradicardias pediátricas, sendo mais indicada em bradicardias primárias com bloqueio AV.
Sinais de alarme incluem bradicardia grave (FC < 60 bpm), palidez, pele mosqueada, pulsos finos ou ausentes, tempo de enchimento capilar prolongado e baixa saturação de oxigênio (SpO2), indicando má perfusão.
Em pediatria, a bradicardia é frequentemente um sinal de hipóxia grave e falência miocárdica, sendo o ritmo mais comum antes da assistolia. Ela indica que o coração não está conseguindo manter o débito cardíaco adequado.
A conduta mais correta é iniciar imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), incluindo compressões torácicas e ventilações, pois a situação já configura uma parada cardiorrespiratória ou iminente.
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