UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Recém-nascido de poucos dias de vida, encontrado abandonado em cesta coletora de lixo, é trazido à Emergência pela Guarda Municipal. Apresenta-se aparentemente inconsciente, respondendo de forma débil a estímulo tátil. Checado pulso braquial, presente. A via aérea está pérvia, a respiração tem expansibilidade muito reduzida, com FR = 6 irpm. Diante disto, um colega inicia ventilação com bolsa-válvula-máscara. Os dados hemodinâmicos apontam FC = 56 bpm, pulsos finos e tempo de enchimento capilar = 5segundos. A conduta imediata é:
FC < 60 bpm + Sinais de má perfusão após ventilação → Iniciar Compressões Torácicas.
Na pediatria, a bradicardia com má perfusão persistente após oxigenação e ventilação adequadas é indicação imediata de compressões torácicas, antes da adrenalina.
O manejo da bradicardia no Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) foca inicialmente na estabilização da via aérea e oxigenação. No caso clínico, o recém-nascido apresenta bradipneia grave (FR 6) e bradicardia (FC 56) com sinais claros de choque (pulsos finos, enchimento capilar de 5s). Mesmo após o início da ventilação com bolsa-válvula-máscara, se a FC permanece < 60 bpm com má perfusão, o próximo passo crítico é o início das compressões torácicas. A atropina só seria considerada em casos de suspeita de aumento do tônus vagal ou bloqueio atrioventricular primário, o que não parece ser o contexto de um RN abandonado com provável hipóxia/hipotermia.
As compressões torácicas devem ser iniciadas se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm com sinais de má perfusão (alteração do nível de consciência, pulsos finos, enchimento capilar lentificado), mesmo após ventilação e oxigenação adequadas.
Diferente dos adultos, a maioria das paradas e bradicardias em pediatria é de origem hipóxica/respiratória. Portanto, restaurar a oxigenação e ventilação frequentemente reverte a bradicardia sem necessidade de outras intervenções.
A adrenalina é indicada se a bradicardia com má perfusão persistir apesar de ventilação eficaz e compressões torácicas de alta qualidade. A dose é de 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000).
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