Bradicardia Pediátrica: Manejo Inicial na Reanimação

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023

Enunciado

Um paciente de oito meses de idade, previamente hígido, está internado devido a um quadro de bronquiolite. No leito, observou-se que o paciente estava arresponsivo e foi chamada ajuda. Identificou-se que o paciente apresentava pulso central com frequência cardíaca de 40 bpm.Nesse caso clínico, a conduta inicial mais adequada é

Alternativas

  1. A) iniciar, imediatamente, ressuscitação cardiopulmonar.
  2. B) administrar, imediatamente, adrenalina endovenosa.
  3. C) fazer passagem de marcapasso transcutâneo.
  4. D) administrar, imediatamente, atropina endovenosa.
  5. E) iniciar ventilação com bolsa-válvula-máscara.

Pérola Clínica

Bradicardia pediátrica (<60 bpm) com pulso e sinais de má perfusão → Ventilação e oxigenação são prioridade.

Resumo-Chave

Em crianças, a bradicardia grave (FC < 60 bpm) com sinais de má perfusão (como irresponsividade) é frequentemente um sinal de hipóxia e/ou acidose. A conduta inicial mais adequada é garantir a ventilação e oxigenação adequadas com bolsa-válvula-máscara, antes de considerar compressões torácicas ou medicamentos.

Contexto Educacional

A bradicardia em pediatria é um sinal de alerta grave, frequentemente indicando uma deterioração respiratória ou choque que leva à hipóxia e acidose. Diferente dos adultos, onde a parada cardíaca é predominantemente de origem cardíaca, em crianças, a maioria das paradas é secundária a falha respiratória ou choque. Portanto, a abordagem inicial deve focar na identificação e correção das causas reversíveis, com a hipóxia sendo a mais comum. A fisiopatologia da bradicardia hipóxica envolve a diminuição da oferta de oxigênio aos tecidos, incluindo o miocárdio, levando a uma disfunção cardíaca e diminuição da frequência. No contexto de um paciente com bronquiolite, a obstrução das vias aéreas pequenas pode levar rapidamente à hipóxia. A conduta inicial, conforme as diretrizes do PALS (Pediatric Advanced Life Support), para uma criança com bradicardia e sinais de má perfusão (como irresponsividade, pulsos fracos, tempo de enchimento capilar prolongado) é priorizar a ventilação e oxigenação. Isso significa abrir as vias aéreas, aspirar secreções se necessário, e iniciar a ventilação com bolsa-válvula-máscara com oxigênio suplementar. Somente se a bradicardia persistir abaixo de 60 bpm apesar da ventilação e oxigenação adequadas, as compressões torácicas devem ser iniciadas, seguidas pela administração de adrenalina se necessário.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de bradicardia em crianças?

As causas mais comuns são hipóxia, acidose, hipotermia, choque, bloqueio cardíaco e intoxicações. A hipóxia é a mais frequente e reversível.

Quando iniciar compressões torácicas em uma criança com bradicardia?

As compressões torácicas devem ser iniciadas se a frequência cardíaca for inferior a 60 bpm e houver sinais de má perfusão, apesar de ventilação e oxigenação adequadas.

Qual a importância da ventilação com bolsa-válvula-máscara na bradicardia pediátrica?

A ventilação adequada é crucial porque a bradicardia em crianças é frequentemente secundária à hipóxia. Restaurar a oxigenação pode reverter a bradicardia e evitar a progressão para parada cardíaca.

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