Manejo da Bradicardia Instável: Atropina e Marcapasso

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

Paciente feminina, 80 anos, com histórico de diabetes mellitus e hipertensão, dá entrada no pronto-socorro apresentando início há 4 horas de sudorese difusa acompanhada de confusão mental. Ao exame apresenta pressão arterial de 70x60 mmHg. Frequência cardíaca de 40 bpm; frequência respiratória de 18 irm e saturação periférica de oxigênio de 94% em ar ambiente. Eletrocardiograma da admissão: Como deve ser realizado o manejo inicial desse paciente?

Alternativas

  1. A) Utilizar imediatamente o marcapasso transcutâneo por trata-se de um bloqueio atrioventricular de segundo grau.
  2. B) Considerar apenas a administração de atropina na dose total de 3 mg endovenosa.
  3. C) Administrar atropina na dose inicial de 0,5 mg endovenosa e instalar marcapasso transcutâneo.
  4. D) Considerar inicialmente apenas a infusão contínua endovenosa de dopamina.

Pérola Clínica

Bradicardia + Choque (Hipotensão/Confusão) → Atropina 0,5-1mg + Preparar Marcapasso Transcutâneo imediatamente.

Resumo-Chave

Em pacientes com bradicardia sintomática e sinais de má perfusão (instabilidade), a conduta deve ser agressiva, combinando atropina e marcapasso transcutâneo para restaurar o débito cardíaco.

Contexto Educacional

O manejo da bradicardia no pronto-socorro segue as diretrizes do ACLS. A prioridade é identificar sinais de instabilidade hemodinâmica. Se presentes, a atropina é a droga de primeira escolha por sua ação vagolítica, aumentando a frequência de disparo do nó sinusal e a condução atrioventricular. No entanto, em pacientes com sinais graves de choque (como PA 70/60 mmHg e confusão mental), a terapia elétrica com marcapasso transcutâneo não deve ser retardada. Enquanto o marcapasso é preparado e instalado, doses de atropina são administradas. Se essas medidas falharem, infusões de dopamina ou adrenalina podem ser consideradas como pontes para o marcapasso transvenoso definitivo.

Perguntas Frequentes

Quando a bradicardia é considerada instável?

Quando acompanhada de hipotensão, alteração aguda do estado mental, sinais de choque, dor torácica isquêmica ou insuficiência cardíaca aguda.

Qual a dose de atropina no protocolo de bradicardia?

A dose inicial é de 1 mg (conforme atualizações recentes do ACLS, embora algumas provas ainda citem 0,5 mg), podendo ser repetida a cada 3-5 minutos até o máximo de 3 mg.

O marcapasso transcutâneo deve ser usado em todos os casos?

Não, ele é indicado para bradicardias instáveis que não respondem à atropina ou como medida inicial imediata em pacientes com instabilidade grave ou bloqueios de alto grau (BAV de 2º grau tipo II ou BAVT).

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