HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
As bradiarritmias, como bradicardia sinusal, pausas sinusais, BAV de 2º grau tipo I ou de grau avançado e ritmo de escape juncional são frequentes durante o sono:
Bradiarritmias no sono (bradicardia sinusal, pausas, BAV I) são comuns em jovens atletas devido à hipertonia vagal e geralmente fisiológicas, mas SAOS pode causar arritmias.
Bradiarritmias como bradicardia sinusal, pausas sinusais e BAV de 2º grau tipo I são frequentemente observadas durante o sono, especialmente em indivíduos jovens e bem condicionados fisicamente, devido ao aumento do tônus vagal. Na maioria dos casos, são achados fisiológicos sem necessidade de tratamento. Contudo, a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma causa importante de arritmias cardíacas durante o sono.
As bradiarritmias são alterações do ritmo cardíaco caracterizadas por uma frequência cardíaca abaixo do normal. Durante o sono, é comum observar uma diminuição fisiológica da frequência cardíaca devido ao aumento do tônus vagal. Este fenômeno é ainda mais pronunciado em indivíduos jovens e atletas, que possuem um sistema nervoso autônomo com predominância parassimpática. Bradiarritmias como bradicardia sinusal, pausas sinusais de curta duração e bloqueio atrioventricular de 2º grau tipo I (Wenckebach) são frequentemente achados em monitorizações de Holter durante o sono e, na maioria dos casos, são consideradas fisiológicas e benignas, não necessitando de tratamento específico. A ausência de sintomas diurnos e a reversão com o despertar ou esforço físico são indicativos de sua natureza fisiológica. No entanto, é crucial diferenciar as bradiarritmias fisiológicas daquelas associadas a condições patológicas, como a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS). A SAOS, caracterizada por episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, pode levar a hipóxia intermitente e flutuações autonômicas, precipitando arritmias cardíacas significativas, incluindo bradiarritmias mais graves e taquiarritmias. A investigação e o tratamento da SAOS são essenciais nesses casos.
Durante o sono, há um aumento do tônus parassimpático (vagal), que diminui a frequência cardíaca e a condução atrioventricular, resultando em bradicardia sinusal, pausas sinusais e, por vezes, bloqueios atrioventriculares de 1º ou 2º grau tipo I.
São consideradas fisiológicas em indivíduos assintomáticos, especialmente jovens e atletas, onde a hipertonia vagal é proeminente. Nesses casos, a frequência cardíaca geralmente se recupera rapidamente ao despertar ou com esforço.
A SAOS causa hipóxia intermitente, hipercapnia e flutuações da pressão intratorácica, levando a um aumento da atividade simpática e parassimpática, que pode precipitar diversas arritmias, incluindo bradiarritmias, taquiarritmias supraventriculares e ventriculares.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo