SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021
As bradiarritmias se definem como alterações do ritmo cardíaco que cursam com frequência cardíaca menor que 50 batimentos por minuto. Há condições com baixas frequências cardíacas fisiológicas, como em atletas e indivíduos com bom preparo físico, mas há diversas outras situações que levam a repercussões ao organismo, quando a presença médica é fundamental, pois podem se apresentar como emergência médica com necessidade de intervenção precoce. Em relação a estas arritmias, é correto afirmar:
Bradiarritmia instável refratária → marcapasso transvenoso de emergência. Atropina é 1ª linha em estáveis ou instáveis, mas não é a única opção.
Bradiarritmias sintomáticas ou instáveis exigem intervenção. A atropina é a primeira linha para bradicardia sintomática, mas se houver instabilidade hemodinâmica refratária à atropina e outras medidas (como dopamina/epinefrina), o marcapasso transvenoso torna-se essencial para estabilizar o paciente rapidamente. Hipoxemia causa bradicardia, mas a correção da hipoxemia é prioritária e a bradicardia reverte com a normalização dos parâmetros respiratórios.
As bradiarritmias, definidas por uma frequência cardíaca inferior a 50 bpm, podem variar de condições fisiológicas benignas, como em atletas, a emergências médicas graves. A capacidade de identificar e manejar rapidamente as bradiarritmias sintomáticas ou com instabilidade hemodinâmica é uma competência essencial para qualquer médico, especialmente em ambientes de emergência, onde a intervenção precoce pode salvar vidas. A avaliação inicial de uma bradiarritmia deve focar na presença de instabilidade hemodinâmica, que inclui hipotensão, alteração do nível de consciência, sinais de choque, dor torácica isquêmica ou insuficiência cardíaca aguda. A hipoxemia é uma causa comum de bradicardia, e sua correção é prioritária. O tratamento farmacológico de primeira linha para bradicardias sintomáticas é a atropina, que atua bloqueando o tônus vagal. No entanto, em casos de instabilidade hemodinâmica refratária à atropina ou em bradiarritmias de alto grau (como bloqueios AV de segundo grau tipo Mobitz II ou terceiro grau), o marcapasso transcutâneo deve ser considerado e, se ineficaz ou não disponível, o marcapasso transvenoso de emergência é a medida definitiva para restaurar uma frequência cardíaca adequada e estabilizar o paciente. A rápida progressão para essas terapias é vital.
A bradicardia é uma emergência quando cursa com instabilidade hemodinâmica, manifestada por hipotensão, choque, alteração aguda do estado mental, sinais de isquemia miocárdica ou insuficiência cardíaca aguda. Nesses casos, a intervenção imediata é crucial.
A atropina é o fármaco de primeira linha para bradicardias sintomáticas, pois bloqueia o efeito vagal no nó sinoatrial e atrioventricular, aumentando a frequência cardíaca. É administrada em bolus e pode ser repetida, mas sua eficácia é limitada em bloqueios de alto grau.
O marcapasso transvenoso é indicado para bradiarritmias com instabilidade hemodinâmica que são refratárias à atropina e outras terapias farmacológicas (como dopamina ou epinefrina). Ele oferece uma correção rápida e eficaz da frequência cardíaca, estabilizando o paciente.
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