SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021
A contaminação alimentar por toxina que pode resultar com dilatação de pupilas, quadro de paralisia simétrica dos pares cranianos e fraqueza descendente, é compatível com qual das bactérias abaixo?
Botulismo: contaminação alimentar → paralisia flácida descendente, dilatação pupilar, disfunção de pares cranianos.
A descrição de contaminação alimentar seguida por dilatação de pupilas, paralisia simétrica de pares cranianos e fraqueza descendente é clássica da intoxicação por toxina botulínica, produzida pelo Clostridium botulinum, que causa paralisia flácida por bloqueio da liberação de acetilcolina.
O botulismo é uma doença neuroparalítica rara, mas grave, causada pela toxina produzida pela bactéria anaeróbia Clostridium botulinum. A forma alimentar, a mais comum, resulta da ingestão da toxina pré-formada em alimentos contaminados, geralmente enlatados ou em conserva caseiros que não foram adequadamente processados. A toxina botulínica é uma das substâncias mais potentes conhecidas, e mesmo pequenas quantidades podem ser letais. A fisiopatologia envolve a ligação da toxina às terminações nervosas pré-sinápticas colinérgicas, onde impede a liberação de acetilcolina. Isso resulta em paralisia flácida, que tipicamente se manifesta com disfunção dos pares cranianos (diplopia, disfagia, disartria, ptose), dilatação pupilar e fraqueza muscular descendente e simétrica. A progressão da paralisia pode levar à insuficiência respiratória, que é a principal causa de mortalidade. O período de incubação varia de 12 a 36 horas após a ingestão. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sinais e sintomas característicos e na história de ingestão de alimentos suspeitos. A confirmação laboratorial pode ser feita pela detecção da toxina no soro, fezes ou alimento suspeito, ou pelo isolamento da bactéria. O tratamento consiste na administração precoce de antitoxina botulínica para neutralizar a toxina circulante, além de medidas de suporte, como ventilação mecânica, se necessário. A prevenção é fundamental e envolve práticas seguras de processamento e conservação de alimentos.
Os principais sintomas neurológicos incluem paralisia simétrica dos pares cranianos (causando diplopia, disfagia, disartria, ptose), dilatação pupilar (midríase), e fraqueza muscular descendente progressiva, que pode levar à paralisia respiratória.
A toxina botulínica age bloqueando a liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares e sinapses colinérgicas. Isso impede a transmissão do impulso nervoso para os músculos, resultando em paralisia flácida.
A história alimentar é crucial, pois o botulismo alimentar é causado pela ingestão da toxina pré-formada em alimentos contaminados, geralmente enlatados ou em conserva caseiros mal processados. Identificar a fonte pode ajudar no diagnóstico e na prevenção de outros casos.
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