UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2015
A coqueluche (tosse comprida) é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório. Esta doença acontece no mundo todo e afeta todas as faixas etárias, podendo adquirir caráter grave nas crianças pequenas e não imunizadas. Sobre o assunto, responda:Qual é o principal agente etiológico dessa doença?
Agente etiológico da Coqueluche = Bordetella pertussis.
A coqueluche é causada pela bactéria Gram-negativa Bordetella pertussis, que coloniza o epitélio respiratório e produz toxinas responsáveis pelos paroxismos de tosse.
A coqueluche permanece um desafio de saúde pública, especialmente em lactentes que ainda não completaram o esquema vacinal primário. A doença evolui em três fases: catarral, paroxística (tosse em salvas com guincho inspiratório) e de convalescença. Em recém-nascidos, a apresentação pode ser atípica, manifestando-se apenas como apneia e cianose. A vacinação é a principal estratégia preventiva, utilizando a vacina DTP (ou variações como a pentavalente). A imunização de gestantes com a vacina dTpa é fundamental para a transferência transplacentária de anticorpos, protegendo o bebê nos primeiros meses de vida.
A Bordetella pertussis é um cocobacilo Gram-negativo, aeróbio obrigatório e fastidioso. Ela possui diversos fatores de virulência, incluindo a toxina pertussis, a hemaglutinina filamentosa e a adenilato ciclase-hemolisina, que permitem a adesão aos cílios do trato respiratório e a evasão do sistema imune do hospedeiro.
A transmissão ocorre de forma direta, de pessoa para pessoa, através de gotículas de secreções orofaríngeas eliminadas pela tosse, espirro ou fala. O período de maior transmissibilidade é na fase catarral, antes do início dos paroxismos de tosse, o que dificulta o controle epidemiológico precoce.
O tratamento de primeira linha são os macrolídeos, como a azitromicina ou claritromicina. O tratamento antibiótico é mais eficaz na redução da transmissibilidade e na melhora clínica se iniciado precocemente (fase catarral). Em lactentes jovens, a azitromicina é preferida devido ao menor risco de estenose hipertrófica do piloro.
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