Tratamento da Coqueluche: Antibióticos e Condutas

UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2015

Enunciado

A coqueluche (tosse comprida) é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório. Esta doença acontece no mundo todo e afeta todas as faixas etárias, podendo adquirir caráter grave nas crianças pequenas e não imunizadas. Sobre o assunto, responda: Qual é o tratamento dessa doença?

Alternativas

Pérola Clínica

Coqueluche tratamento = Macrolídeo (Azitromicina é a 1ª escolha pela posologia e tolerância).

Resumo-Chave

O tratamento com macrolídeos visa erradicar a Bordetella pertussis da nasofaringe, reduzindo a transmissibilidade e, se iniciado precocemente, a gravidade dos sintomas.

Contexto Educacional

A coqueluche é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria gram-negativa Bordetella pertussis. O tratamento padrão-ouro envolve o uso de macrolídeos: Azitromicina (5 dias), Claritromicina (7 dias) ou Eritromicina (7 a 14 dias). Para pacientes com intolerância ou contraindicação aos macrolídeos, a alternativa é o Sulfametoxazol-Trimetoprima (SMX-TMP). Além da antibioticoterapia, o manejo inclui medidas de suporte, como hidratação e monitorização de complicações (apneia, pneumonia, encefalopatia). O isolamento de gotículas é necessário por pelo menos 5 dias após o início do tratamento eficaz. A vacinação (DTPa ou DTPw) continua sendo a principal forma de prevenção primária, mas não confere imunidade permanente, o que explica a ocorrência da doença em adolescentes e adultos, que frequentemente servem como reservatórios para crianças não imunizadas.

Perguntas Frequentes

Qual o antibiótico de primeira escolha para tratar coqueluche?

Os macrolídeos são a base do tratamento. A Azitromicina é a droga de escolha para todas as faixas etárias devido à sua posologia simplificada (5 dias) e melhor perfil de tolerabilidade gastrointestinal. Em lactentes menores de 1 mês, a Azitromicina é o único macrolídeo recomendado, pois a Eritromicina está associada ao risco de estenose hipertrófica do piloro nesta faixa etária.

O tratamento antibiótico reduz a tosse paroxística?

O impacto clínico do antibiótico na duração e gravidade da tosse é maior quando iniciado na fase catarral (primeiras 1-2 semanas). Uma vez instalada a fase paroxística, o antibiótico tem pouco efeito na evolução dos sintomas, pois o dano ao epitélio respiratório pelas toxinas já ocorreu. No entanto, o tratamento ainda é indicado para eliminar a bactéria da via aérea e interromper a cadeia de transmissão.

Como deve ser feita a quimioprofilaxia para contatos?

A quimioprofilaxia pós-exposição deve ser administrada a todos os contatos domiciliares e contatos próximos de alto risco (gestantes, lactentes, imunodeprimidos), independentemente do estado vacinal. O esquema antibiótico utilizado para profilaxia é o mesmo utilizado para o tratamento da doença ativa, visando prevenir a colonização e subsequente transmissão para indivíduos vulneráveis.

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